O ritmo aquecido que as exportações devem seguir, a valorização do dólar frente ao real e a quebra da safra argentina fazem com que analistas afirmam que o momento é vantajoso para a comercialização do grão de soja brasileiro.

A disputa comercial entre China e EUA também influenciaram no preço da oleaginosa. As tarifas impostas pela China aos produtos norte-americanos aumentaram a procura pelo grão brasileiro.

No porto de Paranaguá, no Paraná, a primeira quinzena de abril apresentou um dos valores mais altos registrados neste período do ano, com alta de US$ 1,30 por bushel. A saca (60kg) fechou a segunda-feira,16, custando R$ 80,57.

Na data de 13 de abril, a safra 2017/2018 alcançou 86% da área semeada, segundo dados da Datagro.

Flávio Roberto, analista de grãos da Datagro, pondera que, embora o ritmo de retirada de soja das lavouras apresente ligeiro atraso na comparação com a mesma época do ano passado, a média ainda está dentro dos patamares das últimas cinco temporadas.

Estados como Mato Grosso registraram recorde de esmagamento do grão, finalizando março com 913,5 mil toneladas. Segundo estimativa do Imea, durante esta safra, o estado deve esmagar 9,25 milhões de toneladas de soja, devido a demanda mais aquecida pelo farelo.

 

Fontes: Successful Farming Brasil, InfoMoney e Canal Rural.