O balanço da colheita do trigo no Rio Grande do Sul (RS) é positivo. As altas expectativas dos produtores foram atingidas devido a boa produtividade, qualidade do produto e rentabilidade alcançada.

Neste quesito monetário, a saca de 60 kg aumentou R$ 18,57 em relação ao ano passado e ficou, em média, R$ 80,70. Já sobre a área cultivada, o número girou em torno de 1.177.487 hectares. Para efeitos de comparação, desde 2014, o RS não superava 1 milhão de hectares e, na safra passada, foram 915,7 mil.

Na região de Santa Maria, favorecidos pela diminuição da umidade, a safra de trigo colhida foi, portanto, de boa qualidade e o rendimento médio ficou em três mil quilos por hectare. Em Pelotas, a variação ficou entre 2,4 mil e 3 mil quilos por hectare e, em Soledade, 3,2 mil quilos.

Em Bagé, entre 1,8 mil quilos e mais de 3,6 mil quilos por hectare. A qualidade dos grãos corresponde a patamares desejados pela indústria. Na região de Caxias do Sul, é boa a qualidade de grãos e o rendimento médio chega, enfim, a 3,6 mil quilos por hectare.

“O mercado está aquecido, com demanda de trigo para exportação, das indústrias moageiras e para a nutrição animal, que vem crescendo substancialmente com o apoio e incentivo das entidades do setor”, declarou o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro/RS), Paulo Pires, em notícia divulgada em outubro.

Outras culturas de verão

O plantio de soja, que está em 85% do estado, ficou impossibilitado pelo clima da primeira semana de dezembro – com tempo seco, temperaturas em elevação, associadas a ventos e diminuição da umidade do solo. Outra cultura afetada por estas condições climáticas, então, é o milho. 

O arroz, contudo, segue sendo favorecido pelas condições adequadas do tempo e já alcança 97% no Estado. Estando 99% da área cultivada em germinação e desenvolvimento vegetativo e 1% já em floração.