Brasília – O Ministério da Agricultura (Mapa), juntamente com a Secretaria da Agricultura (Seapa) e Instituto Riograndense do Arroz (Irga) promoverá, na próxima semana, em data ainda a ser definida, encontro com as Câmaras Setoriais do Arroz, Aves e Suínos. O objetivo será debater o aperfeiçoamento do edital para a aquisição de arroz visando a sua utilização em rações animais. A decisão ocorreu em encontro entre o titular da Seapa, Luiz Fernando Mainardi, o presidente do Irga, Claudio Pereira, e o ministro Mendes Ribeiro Filho, em audiência realizada na tarde desta quarta-feira (28), em Brasília. 

Em 14 de setembro último, os ministérios do Planejamento, Fazenda e Agricultura divulgaram portaria estabelecendo os parâmetros para a concessão de subvenção econômica, por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) beneficiando produtores e cooperativas que adquirissem arroz dos tipos 2 e 3 para transformar em ração em indústrias próprias. Ficaram de fora as empresas integradoras. 

A medida é importante porque destina 60 milhões de reais para esta operação, mas ao não incluir as integradoras corre o risco de não impactar da forma como esperávamos, explicou Mainardi, que ressaltou a disponibilidade do ministro em encontrar uma solução a partir do diálogo com os produtores gaúchos. 

Mainardi e Pereira também solicitaram a Mendes, que estava acompanhado do secretário de Política Agrícola, Caio Rocha, que o Governo Federal anuncie, com a maior brevidade possível, os mecanismos de comercialização que pretende adotar para a próxima safra de arroz. Com isso, nossos produtores poderão se planejar e, inclusive, comercializar a produção já a partir de fevereiro, tão logo inicie a colheita, o que terá reflexos positivos para a estabilização dos preços, defendeu Pereira. 

Outro pedido encaminhado ao ministro da Agricultura foi para que interceda junto ao Ministério do Planejamento com o objetivo de liberar cerca de R$ 4,8 milhões para possibilitar o escoamento de aproximadamente 480 mil toneladas de arroz incluídas na Lei 12.429, que estabelece a participação do Brasil em programas internacionais de ajuda humanitária. O recurso serviria para garantir a logística de transporte e fazer com que o produto chegue às Nações Unidas para ser encaminhado aos países beneficiados.

Fonte: IRGA

.