De acordo com levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o volume de cana-de-açúcar processado no Centro-Sul do Brasil somou 40,5 milhões de toneladas na segunda quinzena de agosto, queda de 3,76% em relação ao mesmo período da safra 2010/2011. No acumulado desde o início da safra até 1º de setembro, a moagem totalizou 338 milhões de toneladas.

O diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, diz que há cinco quinzenas o processamento de cana no Centro-Sul gira em torno de 40 milhões de toneladas. “Mantido esse ritmo, deveremos observar o término da safra em meados de novembro em grande parte da região produtora”, afirma o diretor.

Conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a produtividade agrícola do canavial colhido no Centro-Sul em agosto foi de 66,6 toneladas de cana por hectare, redução de 16,2% em relação ao valor observado na mesma data de 2010, que foi de 79,4 toneladas por hectare.

Do volume total de cana processado na segunda quinzena de agosto, 51% foi utilizado para a fabricação de açúcar. A produção de etanol anidro nos últimos 15 dias de agosto foi de 737 milhões de litros e de hidratado, 999 milhões de litros.

“Apesar do anúncio de redução no nível de mistura do etanol anidro na gasolina a partir de primeiro de outubro, as empresas mantiveram o ritmo de produção de etanol anidro, que cresceu 19% em relação ao mesmo período da safra anterior”, contou Rodrigues.

Vendas de etanol

As vendas de etanol no Centro-Sul, acumuladas de abril até 1º de setembro, somaram 9 bilhões de litros, 16% abaixo do volume vendido no mesmo período do ano passado. Deste total, 8,3 bilhões de litros foram destinados ao mercado doméstico e apenas 863 milhões à exportação.

Segundo Rodrigues, neste ano não foi observado um aumento excessivo das vendas para o mercado doméstico no período de safra. Em julho e agosto, as vendas de etanol das unidades do Centro-Sul para o mercado interno permaneceram em torno de 1,8 bilhão de litros. “A manutenção dessa tendência é importante para minimizarmos o risco de aumentos abruptos de preços na entressafra”, afirma o executivo.

Fonte: http://www.udop.com.br

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