Em fase inicial, a colheita de soja no estado do Rio Grande do Sul tem grandes expectativas com os resultados para esta safra 2020/2021, visto que pela primeira vez, o estado superou a marca de 6 milhões de hectares plantados com a cultura e está confiante de colher 20 milhões de toneladas.

As chuvas de janeiro e fevereiro ajudaram a produção local, que está tendo um rendimento acima da média. “As lavouras de ciclo superprecoce e precoce estão sendo colhidas com produtividades próximas a 70 sacas por hectare, bem superior à média prevista para a região que é 55 sacas por hectare”, diz extensionista rural da Emater-RS/Ascar, Josemar Parise.

Manejo salva lavouras

As chuvas de janeiro e fevereiro não tiveram a abrabgência esperada em todo estado e por este motivo algumas lavouras ainda estão dependendo das próximas chuvas para o enchimento dos grãos.

Mas a falta de chuvas pode ser amenizada com o manejo adequado das lavouras. “Observamos que naquelas áreas onde os produtores trabalham com o sistema de rotação de cultura, usando diferentes plantas de cobertura, agregando bastante palha e, também com a utilização de produtos biológicos, melhorando assim a microbiologia do solo, este impacto da menor distribuição de chuvas foi menor. Consequentemente, esses produtores terão o benefício de colher mais por hectare. Algumas áreas já colhidas aqui na região, de ciclos mais precoces , superaram a casa dos 82 sacas de soja por hectare”, conta o coordenador técnico de difusão da Cotrijal Não-Me-Toque, Alexandre Nowicki.

De volta ao 2º lugar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), previu, em seu último levantamento, que o Rio Grande do Sul irá colher 20,066 milhões de toneladas de soja fechando o período com um crescimento de 75,4% referente à safra anterior. Segundo mesmo relatório, a colheita do estado do Paraná pode chegar a 20,231 milhões de toneladas, o que deixaria o RS em 3º lugar dentre os maiores produtores de soja do Brasil.

Entretanto, o presidente da Aprosoja do estado do RS está um pouco mais confiante no resultado positivo e pede atenção dos produtores para evitar problemas na colheita, por causa da pandemia de covid-19.

Nós estamos na expectativa de colher a maior safra de soja da história do estado. Esse ano, vamos recuperar a 2ª posição na produção do Brasil. Por isso, façam o uso de um protocolo (contra a covid-19) indicado pelo seu médico, para que não tenhamos problema de pandemia, durante a nossa safra. Nosso pessoal é limitado, não temos muitas reservas para atuar nas lavouras, precisamos primar pela saúde dos nossos funcionários”, afirma Décio Teixeira.

Alerta quanto à inflação

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), mesmo comemorando a safra, alerta para os custos de produção. Mesmo com preços superiores, os produtores precisam atentar que a inflação vai chegar a 6,45% só em fevereiro, indo a até dois dígitos de aumento se fossem somados mais meses ao cálculo. “A taxa de crescimento da inflação dos custos é maior que a dos preços, ou seja, estamos perdendo margem, mesmo com os preços aumentando, isso é perigoso”, diz o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz

Fonte: Canal Rural

A AGRIMEC já comemora o sucesso da safra 2020/2021 dos seus clientes sojicultores!