Agricultores e pecuaristas colocam em prática ações capazes de conciliar produção e preservação no mesmo espaço

Com o apoio de entidades técnicas e de iniciativas desenvolvidas por meio de parcerias, muitos produtores do Rio Grande do Sul têm conseguido se antecipar à aprovação do novo Código Florestal, colocando em prática ações capazes de conciliar produção e preservação no mesmo espaço.

No mapa do Rio Grande do Sul, o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, aponta diferentes ações. Em Santa Rosa e em Lajeado, por exemplo, entidades têm discutido propostas para chegar a um consenso na conservação e recomposição da mata ciliar.

– O esforço é para que possam ter um ganho econômico com a preservação, partindo para um manejo sustentável – diz Paulus.

Nas regiões produtoras de grãos, a proposta é, ao lado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), discutir como fazer a transição dos sistemas de produção de forma a reduzir o impacto da monocultura. Na metade sul do Estado, o desafio é manter o sistema de produção da carne, com melhoramento de pastagem.

– A demanda por alimentos mais sustentáveis tem surgido dos próprios consumidores – observa o diretor técnico.

Com cursos gratuitos que capacitam o agricultor para assuntos como educação ambiental, ambiente e saúde humana e licenciamento ambiental de atividades rurais, em que aspectos legais são abordados, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) tem testemunhado o surgimento de dúvidas com relação às mudanças do Código. Os questionamentos, porém, surgem na mesma proporção da disposição do produtor em se adequar.

– Ele não só tem interesse como já está se adaptando às exigências. O produtor quer ficar na lei – destaca o chefe da divisão técnica do Senar-RS, João Augusto Telles.

Fonte: Canal Rural

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