Na Campanha, em Dom Pedrito, as barragens estão com 30% da capacidade de armazenamento e, de acordo com as previsões climáticas, que indicam chuvas abaixo da média nos próximos meses

Em boa parte das áreas para cultivo de arroz irrigado no Estado, o pequeno volume de chuvas da semana não alterou a situação do período. Embora haja barragens que já estão com 70% a 80% da capacidade, em razão da boa área de captação, a maioria ainda está com o nível muito baixo, em torno de 50% ou menos, devido, em parte, ao baixo regime de chuvas, 

mas também em decorrência da insuficiente área de captação.

Na Fronteira Oeste, no entorno do Município de Uruguaiana, as barragens estão em média com 60% da capacidade de armazenamento, mas a capacidade de irrigação já atinge 80%, devido ao uso da água de rio na irrigação do arroz. Em decorrência do baixo regime de chuvas, os produtores estão realizando o preparo do solo, na expectativa de que as precipitações previstas para o início da primavera, ainda que abaixo da média, aumentem o nível das barragens. Nesse município, já foram semeados 10.000 ha, o que representa um 

pouco mais de 10% da área prevista, que é de 90.000 ha.

Na Campanha, em Dom Pedrito, as barragens estão com 30% da capacidade de armazenamento e, de acordo com as previsões climáticas, que indicam chuvas abaixo da média nos próximos meses, dificilmente ocorrerão chuvas suficientes para encher as barragens, o que expõe uma previsão de redução da área cultivada em cerca de 50% na próxima safra. Produtores de arroz com lavouras próximas aos rios estão bombeando água para suas represas para recuperação do nível das barragens.

Na Região Central, há previsão de redução de área em torno de 5%. Em Agudo, 664 ha estão plantados, em Dona Francisca, 35 ha, e em Cerro Branco, 20 ha, no sistema pré-germinado. Para o sistema convencional, o preparo de solo está atrasado, e em Cachoeira do Sul, produtores estão tendo dificuldade na aquisição de óleo diesel. Mesmo assim, o plantio no Estado se aproximando dos 5% da área estimada de 1,104 milhão de hectares, mantendo um considerável atraso em relações há anos anteriores.

A comercialização do arroz manteve-se com queda de preço na semana. O valor médio da saca de 60 kg foi de R$ 22,89, caindo mais 0,82%. Esse preço vem preocupando e desestimulando os arrozeiros do RS. 

Fonte: Planeta Arroz

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