Governo e setor produtivo de feijão e pulses irão criar o Plano Nacional do Feijão e Pulses, categoria que inclui também a lentilha, a ervilha e o grão de bico.

O objetivo é diminuir as constantes mudanças nos preços do feijão e estimular o consumo e produção dos outros grãos.

Apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores mundiais de feijão, com cerca de 3,3 milhões de toneladas produzidas por ano, os últimos levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, indicaram que cultivo, venda e consumo despencaram em algumas regiões do país.

Nos últimos 20 anos, o consumo anual do grão por pessoa caiu de 25 para 16 quilos.

Thiago Nogueira, presidente do Conselho Brasileiro de Feijão de Pulses, acredita ainda no potencial de exportações que estes produtos podem alcançar, já que o Brasil dispõe de grande área cultivável e tecnologia de irrigação.

Além do consumo em queda, o setor ainda lida com a baixa dos preços. Por não ser uma commodity e não ter seus valores definidos em Chicago, como é o caso da soja e do milho, o feijão enfrenta a sazonalidade dos seus custos, observa Roberto Queiroga, presidente da Câmara Setorial de Feijão.

Dada a importância da presença do grão na mesa dos brasileiros, Queiroga aponta ainda o esforço que a cadeia vem fazendo para que as propostas resistam às futuras trocas de governo.