A safra 2018/2019 de cana-de-açúcar começou oficialmente no mês de abril na maior região produtora do país, o Centro-Sul.

As projeções altas em termos de toneladas a serem produzidas não impedem que as principais unidades produtoras deixem de pensar nas incertezas da próxima safra.

Entre elas está o volume a ser processado. Consultorias do setor estimam um total entre 575 e 585 milhões de toneladas. Os números da safra 2017/2018 ainda devem ser divulgados oficialmente, mas dificilmente superarão as 586 milhões de toneladas indicadas pela Única, a União da Indústria de Cana-de-açúcar.

Com a prioridade sendo a fabricação do etanol, o comportamento dos preços do açúcar também preocupam. Em queda devido a grande oferta mundial, o alimento deixou de dominar o mix da maioria das unidades produtoras da região.

Por último, a inquietação maior está em torno de uma realidade que não se altera: o envelhecimento dos canaviais. Resultado da falta de investimentos do setor nos últimos anos, calcula-se que 100 milhões de toneladas estejam ‘enterradas’.

Luiz Carvalho, presidente da Canaplan, afirma que o foco precisa ser a retomada da produtividade agrícola perdida devido ao envelhecimento e aposta em treinamentos eficazes aos operadores para reduzir perdas recorrentes do uso das máquinas.

Fonte: Jornal Cana