2017 foi um ano em que a cultura do arroz experimentou uma condição de plantio de extremos: começou em um período de bastante calor ao final de agosto e início de setembro e o que parecia uma primavera mais quente logo se transformou em excesso de chuva para o início de outubro e, posteriormente, o tempo ficou mais seco, especialmente no Sul do país.

Quase metade da área foi semeada no final da época ideal e uma boa parte dessas lavouras está terminando de se estabelecer devido à condição de seca. Os indicativos, porém, mostram uma boa estação de cultivo, visto que em anos de La Niña se tem boas condições de floração e enchimento de grãos, o que pode proporcionar boas produtividades.

Para o engenheiro agrônomo da RiceTec, Cyrano Busato, o produtor deve pensar em ser o mais eficiente possível no manejo e antecipar as operações, reduzindo os períodos para aplicação de herbicidas, ureia e estabelecimento da irrigação. Em épocas de semeaduras mais tardias, o desenvolvimento da planta é mais acelerado e estas perdas podem ser ainda maiores e por isso o manejo assume um papel tão importante.

Busato afirma ainda que os dias mais longos e a forte radiação solar irão proporcionar um bom aproveitamento de nitrogênio, o que permite menores aplicações de ureia do que as adotadas no início da primavera.

Cultivares e híbridos de ciclos curtos também podem ser deixados de lado, pois diminui-se o risco de floração em época que as frentes frias são mais frequentes, o que aumenta consideravelmente após 10 de fevereiro.

 

Fonte: Portal do Agronegócio