Os 5 benefícios da drenagem para a lavoura de arroz.

Sendo o segundo cereal mais cultivado no mundo, o arroz é um dos alimentos mais importantes para a nutrição humana e é a base de alimentação para mais de três bilhões de pessoas.

O Brasil foi um dos primeiros países do continente americano a cultivar o cereal e hoje tem uma produção anual entre 11 e 13 milhões de toneladas, com participação de 79,3% na produção do Mercosul.

O Rio Grande do Sul, especificamente, é o maior produtor de arroz do país e responsável por 68% da produção nacional. Com a mecanização das lavouras e com a significativa evolução dos estudos sobre a planta, outros sistemas de cultivos passaram a ser adotados, possibilitando o preparo da terra com antecedência.

O arroz irrigado é uma das culturas mais exigentes em termos de recursos hídricos. A eficiência do uso da água nesse tipo de cultura compreende um conjunto de procedimentos, todos considerados importantes, seja do ponto de vista econômico ou do crescimento e desenvolvimento das plantas.

Além disso, é preciso que fatores como as condições climáticas, as características físicas do solo, as dimensões e revestimento dos canais, a localização da fonte, entre outros, sejam levados em conta para a excelência da produção, tencionando fins sustentáveis.

A drenagem de solos agrícolas, especialmente os das lavouras de arroz irrigado, objetiva a retirada do excesso de água aplicada na irrigação ou proveniente das chuvas, para controle da elevação do lençol freático e alcance do teor de umidade adequado à germinação e desenvolvimento das culturas.

A rede que viabiliza a retirada da água da lavoura é tão importante quanto a rede de distribuição e apresenta benefícios tanto para a planta como para o ambiente. O excesso de água está associado a um deficiente arejamento das raízes, que prejudica o crescimento das culturas. Confira a seguir 5 grandes benefícios da drenagem aplicada na lavoura de arroz.

1- Incorporação de novas áreas à produção agrícola: Brejos, pântanos e outras áreas úmidas são transformados em áreas para produção agrícola.

2- Aumento da produtividade agrícola: O excesso de água reduz a percentagem de ar presente no solo e com isto o oxigênio. Este mecanismo afeta muito o desenvolvimento das raízes e a sobrevivência de microorganismos que necessitam de oxigênio. A principal consequência é deficiência de nitrogênio, fazendo com que as plantas fiquem amareladas. Drenar a água, nessas condições, garante melhoria na qualidade do solo, melhor atividade microbiana, melhor fixação de nitrogênio e de fósforo e aumento da profundidade efetiva do sistema radicular.

3- Controle da salinidade: A drenagem do solo em terras para arroz irrigado contribui para o controle do lençol freático e, consequentemente, para a diminuição da elevada concentração de sais, devido ao acúmulo de fertilizantes. O aumento de uma frente salina pode atingir o sistema radicular das plantas e provocar toxidez generalizada, ou específica de alguns íons como sódio, boro e cloreto.

4- Controle de doenças: Lavouras inundadas a cima da quantidade benéfica favorecem o desenvolvimento de agentes patogênicos, organismos capazes de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, e isto pode resultar em maior ocorrência de doenças ou mesmo pragas como mosquitos.

5- Garantia da qualidade do solo: Solos corretamente drenados são mais resistentes, o que facilita o tráfego de máquinas e implementos. Além disso, a umidade correta garante o aquecimento adequado, pois solos mais úmidos tem maior dificuldade para condução de calor.

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