O manejo de pragas na cana-de-açúcar, com ênfase no controle biológico, está em plena ascensão no país.

Atualmente, cresce mais de 30% ao ano.

A Associação Brasileira de Empresas de Controle Biológico, ABCBio, afirma, porém, que esse crescimento é de 75% ao ano em toda a agricultura.

De acordo com Alexandre de Sene Pinto, especialista em controle biológico, o aumento do uso da prática em produtos comercializados já passa dos 100%/ano e 6% nas áreas plantadas dessa cultura.

Sene foi entrevistado pelo Jornal Cana, na última edição do periódico, e nós apontamos os principais pontos da entrevista no texto a seguir.

 

A atual situação do manejo biológico das pragas na cana

Para Sene, a cana-de-açúcar é, sem dúvidas, a cultura que mais usa biológicos no mundo.

‘‘Na cana-de-açúcar , hoje se usa Metarhizium anisopliae em cerca de 4 milhões de hectares (sozinho ou em associação com inseticidas químicos), Cotesia flavipes em cerca de 3,5 milhões de hectares, Trichogramma galloi em 2 milhões de hectares, Bacillus subtilis (e outras) em cerca de 0,3 milhões de hectares (…)’’.

Quando perguntado, pelo Jornal Cana, sobre a situação financeira preocupante que a maioria das unidades produtoras de cana vem passando – e o impacto disso nos investimentos em manejo biológico de pragas – o especialista explica que uma favorece a outra.

Isso porque a maioria dos bioprodutos é mais barata do que os químicos, fato que está contribuindo para que mais agricultores migrem para essa nova forma de combater pragas na cana-de-açúcar.

Em relação a eficiência dos resultados do controle biológico diante do químico, Alexandre garante que a eficiência é quase sempre a mesma em curto prazo, mas costuma ser maior em médio e longo prazo.

Ele cita o exemplo do bioproduto de nome Trichogramma, para o controle de ovos da broca-da-cana, cuja eficiência costuma ser maior que a de produtos químicos, como os inseticidas, ainda em curto prazo.

‘‘Essa microvespa, se bem utilizada, diminui cerca de 6% de infestação ao ano e mantém a infestação da praga ao redor de 1%’’, explica o especialista.

O fungo Trichoderna spp substitui os fungicidas e os nematicidas químicos no plantio e apresenta eficácia elevada em comparação com os convencionais, por aumentar as raízes mais profundas.

Já os Beauveria e Metarhizium causam a infecção das pragas quando existentes em grandes populações e são mais eficazes que os inseticidas químicos, devido a sua ação residual.

Quanto custa o manejo de pragas na cana com bioprodutos?

Um dos exemplos citados na entrevista por Alexandre é no controle da broca-da-cana.

Enquanto que no uso de inseticidas de maiores ações residuais os custos giram em torno dos R$ 85,00 – R$ 120,00 por aplicação por hectare, as aplicações com Trichogramma, por exemplo, vai ficar na casa dos R$ 55,00 – R$ 85,00 a série de aplicações, composta por 3 liberações em 3 semanas seguidas.

‘‘O que se tem feito muito é a aplicação de inseticida misturado ao fungo, em doses menores de ambos, com o custo quase igual ao do químico sozinho, mas com a vantagem de aumentar o período residual de ambos e talvez necessitando de apenas uma aplicação na safra’’. 

Os benefícios do uso de bioprodutos na cana

Entre os benefícios obtidos com o uso da tecnologia, o especialista destaca:

  • A sustentabilidade, por se manter atuando em campo por muito tempo;
  • O impacto nulo ou baixo para o ambiente, o que atrai diversos investidores
  • E a redução da emissão de carbono, com aplicações sendo feitas em menor número e dispensando o uso de combustíveis fósseis, ao ser realizada por drones, por exemplo.

Fonte: Jornal Cana

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A Agrimec está no presente no mercado de Cana-de-Açúcar desde o ano de 2015, quando o carro da chefe da empresa, a Plaina Niveladora Multilâminas, chamou a atenção dos produtores paulistas de cana, emergindo a nossa participação deste novo segmento.

Nascia, então, um novo e desafioso nicho de estudo: a cultura da cana-de-açúcar.

Para que pudéssemos fazer a diferença perante tudo que já vinha sendo entregue nas regiões produtoras da cultura, foi preciso muita observação e vivência com essa nova realidade.

No sul do Brasil, região natal da Agrimec, não se produz cana-de-açúcar.

Isso multiplicou a responsabilidade da marca em provar o potencial de fabricação para um segmento até então desconhecido.

De 2015 pra cá, a Agrimec se tornou responsável pela patente de 5 implementos, todos exclusivos para a cana-de-açúcar:

  • Transplantadora de MPB
  • Cultivador Quebra-Lombo
  • Capinadeira e Quebra-Lombo para Cana Orgânica
  • Cobridor de Sementes de Cana e
  • Plantadeira Combinada de Cana para Plantio de Toletes, além da Plaina Niveladora Multilâminas especial para a lavoura canavieira.

Entre em contato conosco e conheça de que forma podemos contribuir com a produtividade do seu canavial!

Um abraço e até a próxima!