Faltando menos de duas semanas para o início do plantio da safra 2018/2019 em algumas regiões do país, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região derrubou a liminar que impedia o registro de produtos químicos que continham glifosato em seus ingredientes.

No dia 03 de agosto, a 7ª Vara da Justiça Federal de Brasília, atendendo ao pedido do Ministério Público, ordenou que a União não concedesse novos registros de produtos com ingredientes ativos como o glifosato e que suspendesse, em 30 dias, os produtos já registrados, considerando o alto índice de toxidade do mesmo à saúde humana.

Para o desembargador federal Kássio Marques, vice-presidente do TRF-1, nada justifica a suspensão dos registros de maneira tão abrupta e afirma ainda que o produto questionado já havia sido aprovado pelos órgãos públicos competentes com base em estudos que comprovam que eles não oferecem riscos nem para o meio ambiente nem para a saúde humana.

O glifosato é um herbicida muito utilizado na agricultura brasileira, principalmente nas lavouras de Soja, para dessecar a palhada da cultura anterior, semeada no mesmo espaço em que a soja vai entrar no plantio de verão.

Serve ainda no combate de eventuais plantas daninhas antes da semeadura da planta ou que surjam durante o desenvolvimento da oleaginosa.

A medida vinha causando preocupações aos produtores rurais que a enxergavam como um desastre para a agricultura, em especial para a produção de Soja brasileira.

 

Fontes: Portal DBO e Folha de São Paulo