Modelo de sistema de produção integrado permite o aproveitamento de uma mesma área da propriedade durante os 12 meses do ano

A Integração lavoura-Pecuária (ILP) representa a possibilidade de integrar culturas para que o produtor tenha melhor aproveitamento da terra e aumente os ganhos econômicos, além de contribuir para a preservação do meio ambiente ao fazer a utilização racional dos recursos naturais. No Bioma Pampa, localizado no extremo Sul do País, atividades tradicionais como a cultura do arroz irrigado e a bovinocultura de corte podem ser realizadas de maneira integrada, trazendo maior rentabilidade ao produtor.

No programa Prosa Rural, o engenheiro agrônomo Marcelo Pilon, analista da Embrapa Pecuária Sul (Bagé/RS), explica como são trabalhadas as fases agrícola e pecuária do sistema de ILP envolvendo lavoura de arroz e bovinos de corte, além de dar recomendações quanto ao preparo da terra, à introdução das espécies orizícolas em rotação com forrageiras e ao manejo dos animais.

A justificativa para que a ILP ofereça novas perspectivas aos produtores está no seu caráter de diversificação. Ao possibilitar que se relacionem por meio de um manejo correto e eficiente, os sistemas de ILP podem resultar em melhores resultados agroeconômicos e sociais em comparação com as atividades de produção de arroz e bovinocultura, quando explorados em separado.

As duas atividades são consideradas de baixa rentabilidade para o produtor. Apesar de o arroz ter alta produtividade, a rentabilidade média é baixa devido ao intenso uso de tecnologia com altos custos. Na bovinocultura, os custos com tecnologia são baixos, mas a produção, sem uso de tecnologias acessíveis, é baixa. Assim, se não estiver associada a outra atividade que proporcione outra renda para o pecuarista, também poderá trazer resultados negativos para o produtor.

Além das vantagens econômicas que as duas culturas alternadas podem oferecer, o manejo correto de atividades de ILP proporciona uma produção maior e com menos impactos ambientais. Isso porque a rotação de arroz com pastagem aumenta o tempo de não-utilização de uma monocultura, como no caso a orizicultura, proporcionando-se um período de tempo maior para degradação dos herbicidas no solo e mais condições para diminuir o nível de infestação de plantas daninhas e pragas que se reproduzem nas lavouras de arroz.

E com a resteva de arroz sendo melhor aproveitada na pecuária, pode-se ter uma reciclagem maior de matéria orgânica, com maior disponibilidade de nutrientes quando o animal for pastorear as forrageiras, podendo haver melhoria na fertilidade e na estrutura do solo.

Fonte: Agrolink 

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