No ano passado o Uruguai cultivou 195 mil hectares, com produção de 1,66 milhão de toneladas e rendimento de 8,5 mil quilos por hectare, um recorde histórico

A intenção de plantio para a safra de arroz 2011/12 no Uruguai deve superar levemente os 170 mil hectares, com queda de 10% sobre o ciclo 2010/11, segundo divulgaram na última semana as entidades e o governo uruguaio. A redução de área está associada à falta de água para irrigação nas barragens e a decisão dos produtores de não utilizarem áreas de baixo potencial produtivo. O dimensionamento da área, no Uruguai, leva em conta a área disponível para a irrigação. 

No ano passado o Uruguai cultivou 195 mil hectares, com produção de 1,66 milhão de toneladas e rendimento de 8,5 mil quilos por hectare, um recorde histórico. Para a Associação dos Cultivadores de Arroz do Uruguai (ACA), a redução de 10% é razoável levando em conta o histórico de produção do país. O setor industrial do arroz no país vizinho estima uma redução de 14% no volume produzido na safra 2011/12.

O principal mercado consumidor do arroz uruguaio é o Brasil e este país costuma adotar medidas para evitar queda nas margens de lucro de seus produtores nas vendas externas. O arroz é o segundo principal produto de exportação do Uruguai, atrás apenas das carnes. Com o mercado brasileiro em baixa, os uruguaios não só ampliaram suas exportações para terceiros países como estão aproveitando para redimensionar suas áreas em função da rentabilidade do produto e do risco climático. 

Hernán Zorrilla, da ACA, diz que metade da área cultivada no Uruguai é irrigada por barragens e os outros 50% por rios e arroios. O ritmo de semeadura está atrasado, pois apesar do inverno mais seco, em setembro e outubro as chuvas atrapalharam o plantio e não recuperaram o nível de água nos mananciais. A época de cultivo no Uruguai vai até o início de novembro, mas com atraso há queda no rendimento médio por área.

A indústria uruguaia fechou setembro com mais de 60% da produção 2010/11 comercializada, segundo o Gremial de Moinhos Arrozeiros. O presidente da entidade, Adolfo Crosa, destacou que até início de outubro os preços estão se mantendo, mas são nominais. Informou que há muita especulação no mercado internacional devido a situação econômica instável, com as oscilações cambiais. As compras são bastante ajustadas. Além do Brasil, destino de mais de 50% das exportações uruguaias, também são clientes importantes o Irã, o Iraque, o Peru e a União Europeia.

Fonte: Planeta Arroz.

.