O primeiro dia da 22ª Abertura da Colheita do Arroz foi marcado hoje (23) por uma série de debates sobre o mercado do arroz, com o objetivo de estabelecer medidas que possam garantir a permanência do momento positivo vivido pelo setor orizícola, com mercado equilibrado e preços aquecidos. Um dos painéis de destaque foi Caminhos para Exportação, que teve o secretário em exercício da Agricultura, Pecuária e Agronegócio e presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira como um dos palestrantes. Ele apresentou as principais vantagens e desafios para o escoamento do cereal para outros países, como forma de regular mercado. “A exportação é uma ótima medida para tirar arroz do mercado e melhorar os preços internamente”, destacou.

Pereira também salientou a importância de promover uma maior divulgação do arroz no mercado internacional e tornar o ato de exportar uma tradição no estado. “Ainda exportamos muito pouco e por isso estamos desenvolvendo junto com a Apex um planejamento estratégico para fomentar os envios de arroz para o exterior, conquistando mais clientes e também fazendo um esforço para mantê-los”.

 Entre as medidas estabelecidas no plano estratégico para incremento das exportações está a participação do Brasil em feiras internacionais do arroz, em países-chave da África e Oriente Médio. “Precisamos ter mais ousadia nesse sentido.” Um dos apresentadores do painel, o gestor de Unidade de Alimentos da Cooplantio, Camilo Felício de Oliveira, disse que entre os principais gargalos referentes às exportações de arroz brasileiro está a dificuldade de dar continuidade aos envios e consequentemente a manutenção dos compradores. A questão logística também foi apontada como problema em relação ao escoamento do produto.

O secretário em exercício da Agricultura ainda ressaltou a importância de retomar o debate sobre a criação de cotas para o Mercosul e sobre o estabelecimento de períodos determinados para a entrada de arroz da Argentina, Paraguai e Uruguai. Ao falar sobre a 22ª edição da abertura da colheita do arroz, ele disse que nesse ano se pode realmente falar que o setor está em festa. “Em 2011 o cenário era de crise, com excedente e com a angústia dos preços baixos.” A mudança desse contexto, segundo ele, se deveu ao alinhamento entre os governos estadual e federal no sentido de buscar mecanismos reguladores que possibilitaram que os preços do arroz se elevassem. “O PEP ajudou de forma decisiva. Mas é importante que medidas como essa se tornem políticas de estado e não só medidas do atual governo.” No total, foram disponibilizados cerca de R$ 1,1 bilhão em recursos para serem aplicados no setor no país. Pereira reforçou a importância de que, nesse momento positivo, o setor pense em estratégias para evitar que nova crise se abata, com a tomada de providências.

Fonte: Irga

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