Os atuais preços do feijão não estão cobrindo os custos de produção, afirmam os analistas de mercado. Os altos estoques devem desvalorizar ainda mais o grão, que está os com os preços em queda desde o início do ano.

No primeiro trimestre deste ano, a variedade mais consumida no país, o feijão carioca extra, teve uma queda de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com a queda de 20% também nos preços do feijão preto, as sacas estão sendo vendidas a R$ 120,00 e R$ 140,00, respectivamente.

Cultivado em três safras, o sul do Brasil foi a região onde as perdas foram mais significativas, cerca de 10%, devido à queda na produtividade das lavouras e os excessos de chuvas.

Para as duas próximas safras, a Conab projeta uma produção de 2,1 milhões de toneladas e uma produção total de 3,3 milhões.

Os levantamentos feito pelo Instituto de Economia Agropecuária (IEA) indicam uma reserva de 4 milhões de sacas, volume esse que seria capaz de atender a demanda de consumo até o mês de abril, quando começa a ser colhida a segunda safra do grão.

 

Fonte: Canal Rural