A trading ingleza Czarnikow, que havia estimado no início de março um superávit de 3 milhões de toneladas para cana-de-açúcar na safra 2021/22 (outubro-setembro), semana passada, reduziu os números para 2,7 milhões de toneladas. Com esses novos dados, o excedente será 700 mil toneladas menor que o ano anterior e 2,6 milhões de toneladas abaixo da expectativa inicial, destacou a empresa em relatório.

O baixo retorno do açúcar levou as usinas do Centro-Sul brasileiro investirem na produção de etanol. Outro fator, é a condição climática que foi desfavorável em algumas regiões, segundo informações da Czarnikow.

Do lado da demanda, há expectativa de renascimento do consumo de açúcar fora de casa. “Mesmo que o mundo esteja enfrentando excedente de açúcar na próxima safra, acreditamos que o consumo atingirá uma nova alta, de 175 milhões de t conforme a restrição de Covid em todo o mundo (esperançosamente) começa a diminuir”.

Conforme dados da mesma empresa, o Centro-Sul do Brasil contará com safra de açúcar de 35,9 milhões de toneladas para 2021/22, sobre 36 milhões de toneladas da última estimativa e com queda anual de 6%. A União Europeia de 16,8 milhões, Tailândia de 11 milhões e a Rússia de 6,2 milhões de toneladas. Para a Índia, tem-se expectativa de grande mudança na produção de açúcar para 2021/22 de 32,5 para 30,3 milhões de toneladas.

Já para safra 2020/21, StoneX estima a produção total de açúcar em 183,7 milhões de toneladas, sendo que 36 milhões serão produzidos pelo Centro-Sul brasileiro, enquanto na safra anterior foi de 37 milhões de toneladas.

A atual safra deve ser concluída este ano com déficit de 3,2 milhões de toneladas segundo a mesma consultoria, sobre um déficit na última temporada de 2,5 milhões de t. O déficit projetado é resultado de uma safra menor no Brasil, Reino Unido, Tailândia e Rússia.

Fonte: Notícias Agrícolas