Os percevejos que atacam o colmo, espécie conhecida como Tibraca limbativentris, tem sido uma das pragas principais da fase inicial da cultura, entre 30 e 50 dias

Existem muitas espécies de pragas que podem atacar o arroz, mas algumas ocorrem com mais frequência. Os percevejos do colmo, o gorgulho aquático e os percevejos dos grãos são as mais temidas pelos produtores. Em época de início de plantio, no entanto, é o percevejo do colmo o que chama mais atenção. Sendo uma praga sugadora, ele é capaz de prejudicar a produção em até 80%, caso o controle adequado não seja realizado e o surto seja elevado. Portanto, a recomendação é o monitoramento constante da lavoura e, caso necessário, a realização de controle químico.

Segundo José Alexandre Barrigossi, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, o arroz pode ser dividido em dois ambientes de cultivo. O primeiro deles é o ambiente irrigado e o segundo, o de terras altas, também conhecido como sequeiro. Em ambos os ambientes, os percevejos que atacam o colmo, espécie conhecida como Tibraca limbativentris, tem sido uma das pragas principais da fase inicial da cultura, entre 30 e 50 dias.

Na fase seguinte, são as lagartas de espécies desfolhadoras a maior preocupação. Além delas, o gorgulho aquático ou bicheira da raiz, espécie que ataca as raízes, ocorre exclusivamente no sistema irrigado. A larva se alimenta das raízes do arroz, destruindo o sistema radicular e provocando perdas significativas na produção — conta.

Já na fase final da produção, surgem os percevejos que atacam os grãos. De acordo com o pesquisador, eles sugam os grãos e reduzem, tanto a quantidade produzida, quanto a qualidade. Isso porque, ao sugá-los, eles também provocam alteração na sua composição, tornando-os mais quebradiços e opacos.

Nessa fase de início de plantio, é esperada a infestação do percevejo do colmo. Portanto, é aconselhável que os produtores permaneçam atentos, realizando amostragens e verificando a presença do inseto. Essa praga é sugadora, possui coloração marrom e tamanho aproximado de 5cm de comprimento, sendo de fácil identificação. Normalmente, ele passa o período da entressafra fora da lavoura, nos arredores do campo, migrando para a lavoura somente na época de início de plantio — diz o entrevistado.

Dependendo do grau de infestação, Barrigossi afirma que as perdas podem ser muito altas. Segundo ele, se não houver controle e o surto for elevado, a perda pode chegar a 80%. No caso do percevejo, o controle adequado consiste em fazer amostragens. Se a quantidade de percevejo por metro quadrado for de 0,8 a 1, o produtor deve fazer o controle com aplicação de inseticidas ou de forma biológica com aplicação de fungos.

Já para prevenir a entrada da praga na lavoura, é necessário identificar e procurar destruir as áreas onde ela se refugia na entressafra. Normalmente, logo após a colheita, o percevejo sai da lavoura e procura um abrigo onde passará esse período. Nas regiões subtropicais, ele se aloja sobre a palhada, em baixo de folhas mortas, para se proteger do frio. Portanto, uma das alternativas seria a redução desse local — orienta.

No entanto, o pesquisador ressalta que, para o controle das pragas, o essencial mesmo é o monitoramento da lavoura. Existem também publicações destinadas a orientar os produtores no próprio site da Embrapa, o http://www.cnpaf.embrapa.br/. Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Arroz e Feijão através do número (62) 3533-2110.

Fonte: Planeta Arroz

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