A informação do Ministério da Agricultura (Mapa) é que o ministro Mendes Ribeiro Filho assinou o documento ainda no dia 25 de agosto e o remeteu para o Ministério do Planejamento, que ontem não soube informar nem se recebeu o documento, nem se foi assinado

Os produtores de aves, suínos e de arroz completam hoje (15) um mês aguardando autorização para uso do grão na ração animal. A informação do Ministério da Agricultura (Mapa) é que o ministro Mendes Ribeiro Filho assinou o documento ainda no dia 25 de agosto e o remeteu para o Ministério do Planejamento. Mas, para que seja publicado, a Pasta deve encaminhá-lo para o Ministério da Fazenda. Ontem, o Planejamento não soube informar nem se recebeu o documento, nem se foi assinado. Na terça-feira, o deputado Jerônimo Goergen se reuniu com o ministro, que teria ficado de interceder a favor do setor.

A medida construída, em conjunto pelos setores e os governos estadual e federal, foi anunciada no dia 15 de agosto no Palácio Piratini, em Porto Alegre. O porta-voz foi o então secretário de Política Agrícola, José Carlos Vaz. Na época, ele afirmou que os primeiros leilões de Pepro, das 500 mil toneladas previstas, aconteceriam até a primeira semana de setembro.

Os setores, que foram chamados pelo governo para desenvolver um estudo que provasse a eficácia do arroz na alimentação animal antes que a medida fosse anunciada, aguardam com preocupação a oficialização da medida. O diretor executivo do Sips, Rogério Kerber, conta que a morosidade na liberação do grão amplia os custos de produção de suínos. “Aumenta a compra de milho de fora, os custos com logísticas e impostos”, enumera.

Kerber destaca que o preço da saca está entre R$ 29,50 e R$ 31,00, e que o arroz permitiria equilíbrio maior entre esses custos. O diretor executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, lembra que o setor foi convidado a participar da ação há dois meses. O presidente da Federarroz, Renato Rocha, diz que a medida deve ajudar a elevar o preço do arroz praticado em média a R$ 23,00/sc. “Não podemos perder todo o trabalho já feito.”

Fonte: Planeta Arroz

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