Que a produção agrícola brasileira é uma das mais caras do mundo isso nós já sabemos.

Que o Brasil é país com a mais alta carga de impostos sobre os insumos e as máquinas utilizados no plantio também já estamos cientes.

O que nos interessa, a partir destas informações, é apresentar de que forma o Produtor Rural pode driblar todas estas desvantagens e encontrar as condições competitivas ideais para comercializar o seu produto.

Na era de inovação que nos encontramos, é impossível falarmos de soluções e não nos reportarmos ao uso da tecnologia.

O impacto da propagação da internet e as inúmeras possibilidades de avanços que ela traz têm como objetivo diminuir os custos e potencializar os resultados e a qualidade dos produtos.

É por isso que o uso dos aparatos tecnológicos já não é mais um diferencial, mas sim uma obrigatoriedade quando nos perguntamos como reduzir os custos com as produções agrícola e agropecuária.

E nos dias de hoje, o que não faltam são opções que atendam a estas demandas e tragam resultados favoráveis e aumento na produção e nos lucros.

Porém, mais importante que isto é lembrarmos que quando o produtor rural brasileiro abraça as novas tecnologias ele está tendo a chance de recuperar a sua competitividade frente aos demais países, vantagem esta que está defasada nos últimos tempos devido aos preços e burocracias impostos no país.

Competitividade recuperada, resultados potencializados e estratégias de produção sustentável cada vez sendo mais comuns. Esses são apenas alguns dos exemplos de como a tecnologia pode ser aliada do Produtor na redução dos custos com a produção.

Por mais recente que o termo tecnologia possa parecer no meio rural, 49,6%, dos 4.467 produtores rurais entrevistados pelo Sebrae em maio de 2017, acessam a internet via celular, sendo a pesquisa de preços e fornecedores e a compra de insumos ou mercadorias os motivos mais comuns de acesso entre eles.

Automatizar processos que antes exigiam um deslocamento do local de produção e, consequentemente, a pausa das atividades, facilita o trabalho e agrega na produtividade diária do produtor.

A principal vantagem, então, passa a ser a racionalização: de custos, insumos e maquinários.

O que começou há quase uma década, com o uso do GPS que possibilitava o mapeamento completo da produção, oferecendo amostragens virtuais do solo, hoje engloba avanços que já já se associam a chamada Agricultura de Precisão e a segurança nas operações por ela possibilitada.

Com isso, o produtor consegue ter mais assertividade nas aquisições e já dar o primeiro passo rumo a diminuição dos gastos.

Essa atual forma de fazer o agronegócio acontecer também possibilita que o produtor rural tenha informações suficientes para avaliar em tempo real o seu negócio e, assim, manter relações mais transparentes e seguras com fornecedores, cooperativas e sócios.

E quando a prática da atividade confirma que os gastos com a produção agrícola podem despencar em 30% com o uso da tecnologia, estamos querendo dizer que a produção passa a estar garantida e que esse montante pode ser utilizado em outros domínios da propriedade, como no reparo e correções de máquinas e equipamentos.

Ainda falando sobre as máquinas e os equipamentos, a tecnologia no campo também possibilita uma ‘‘assistência técnica virtual’’, no momento em que rápidas pesquisas podem ser feitas sobre a melhor forma de uso do maquinário e como realizar sua montagem ou manutenção.

Com mais sustentação e apoio técnico, falhas e perdas de recursos e tempo podem ser evitadas.

Os gastos não somente diminuem como também passam a ser controlados com o auxílio de sistemas, aplicativos e softwares. Dependendo da necessidade do produtor, alguns ainda traçam caminhos com os dados informados por ele.

E para que toda essa gama de novidades não se torne um bicho de sete cabeças, impedindo a extração dos melhores benefícios, a maioria destes sistemas está acoplado com tutoriais, dicas ou passo-a-passo de como usá-los de maneira eficiente.

Mas se caso você esteja pensando que para adotar uma produção agrícola tecnológica, com foco na diminuição de custos, o lado tradicional precisa ser deixado de lado, saiba que você está completamente enganado.

O segredo é combinar as mais diversas técnicas e potencializar todas que forem possíveis, a fim de tornar a prática agrícola mais vantajosa e precisa.

A sustentabilidade agrícola consiste em reaproveitar os recursos e zelar para que estes não se tornem escassos, visto a enorme quantidade deles que são utilizados para que a atividade agrícola continue a existir.

A tecnologia fomenta a otimização dos processos produtivos e, portanto, está diretamente relacionada com a redução dos custos.

Mas não somente dos custos, como também dos recursos, com a automatização dos processos e com a análise de informações.

Quando aplicadas em conjunto, as práticas tecnológicas no meio rural têm como objetivos:

  • Aumentar a produtividade;
  • Tornar a utilização dos insumos mais eficiente, com o aumento da precisão do seu uso;
  • Reduzir custos e
  • Diminuir os impactos deixados no ambiente por meio da atividade agrícola.

Resultados antes divergentes fruto da não uniformidade das áreas de plantio ganham como solução a Agricultura de Precisão e a indicação de quantidades exatas a serem aplicadas, tanto de insumos químicos como de água.

Contribuindo com isto citamos o papel dos aparelhos GPS e dos sensores, capazes de controlar as aplicações conforme foram programados.

Ou ainda dos drones, que ao monitorar as lavouras, gerarão dados via satélite e formarão relatórios precisos depois de analisarem a plantação e detectarem a presença de pragas, falhas de plantio e desníveis de água.

Com água, insumos e maquinários sendo economizados ou melhores utilizados contribuímos com uma agricultura melhor projetada para o futuro e de quebra protagonizamos uma evolução com benefícios claros para o pequeno, médio e grande produtor, além de propiciar melhoria de renda e aumento da oferta de produtos também para o país.

 

Fontes: Blog Jacto (Agricultura sustentável: 7 tecnologias que você não pode ignorar); ITS Group (Como a tecnologia ajuda a reduzir custos no agronegócio); Pix Force (Tecnologia agrícola: a importância e principais inovações); Rural Centro (Tecnologia no campo reduz em até 30% os gastos na produção); SEBRAE (Tecnologia da informação no agronegócio); Senior (Como o uso de novas tecnologias pode diminuir os custos de produção no campo).