No quinto mês desse ano, o Brasil exportou menos açúcar e mais etanol, de acordo com os dados da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia.

Isso representou uma queda de 15% nos embarques da commodity e uma alta de 82% nas remessas do combustível, comparando com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram 1,781 milhão de toneladas de açúcar bruto e refinado vendidos, saldo 40,9% maior do que em abril.

Em receita, isso significa US$ 548 milhões, 46,6% maior que a registrada em abril, mas 13,6% inferior à de maio de 2018, quando foram alcançados US$ 634,5 milhões.

Já o etanol, fez com que a maré virasse no maior produtor global de açúcar.

Há três meses, as principais tradings mundiais apostavam que o Brasil voltaria a produzir mais açúcar e manter os preços sob pressão.

A valorização do petróleo e a demanda recorde de etanol, porém, estão confirmando mais uma safra de cana-de-açúcar sendo usada para a fabricação do combustível.

Em maio deste ano, o Brasil exportou 165,6 milhões de litros de etanol, volume 40 vezes maior que o registrado em abril e incríveis 82,6% superior que a maio de 2018.

Em valores monetários, foram alcançados US$ 77,9 milhões nesse último mês, uma alta de 51,9% no faturamento quando comparados com a mesma época em 2018.

Abril foi o mês com menores desempenhos para o etanol nessa temporada, totalizando US$ 3 milhões, apenas.

O acumulado de 2019 para os dois produtos ficou da seguinte forma:

  • Açúcar – Janeiro a Maio de 2019: 6,462 milhões de toneladas exportadas. Queda de 17,2% em relação a igual período de 2018 (que foi de 7,805 milhões). Em receita, o açúcar contribuiu com de US$ 1,907 bilhão nesses 5 primeiros meses, recuo de 27,5% sobre os US$ 2,629 bilhões de 2018.
  • Etanol – Janeiro a Maio de 2019: 534,1 milhões de litros exportados. 29,3% maior que no mesmo período de 2018 (que foi de 413,2 milhões de litros) e receita de US$ 275,1 milhões (7,8% de aumento no faturamento de US$ 255,1 milhões, 2018).

As expectativas da safra 2019/2020 de cana-de-açúcar são de uma produção entre 575 e 585 milhões de toneladas, com apenas 36% do mix voltado para o açúcar.

Para John Stansfield, analista Sopex Group, “está se tornando evidente que a forte demanda por etanol no Brasil vai manter a paridade a favor do etanol”.

As vendas do biocombustível subiram quase 35% nos primeiros três meses do ano.

O clima úmido no início da temporada é outro fator que pesa na mudança, pois reduziu o teor de açúcar da cana, levando as usinas a produzir mais biocombustível.

Ainda sobre o açúcar, Tomas Manzano, diretor da Copersucar, acredita que o Brasil fez seu papel ao enxugar os estoques mundiais, fazendo com que vivêssemos um equilíbrio.

Para hoje, é importante ficarmos de olho na aprovação por parte do Governo das vendas diretas de etanol das usinas para os postos.

Fontes: Globo Rural e Nova Cana.

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