Regiões oeste e centro-sul do Estado deram início à colheita do grão

A colheita das lavouras mais precoces de soja já começou em Mato Grosso. Por enquanto o ritmo dos trabalhos ainda é lento. Os maquinários estão presentes apenas nas áreas que serão cultivadas com algodão após a retirada da leguminosa. Nestes locais a produtividade é tradicionalmente menor do que a média, mesmo assim a expectativa é otimista.

Nas regiões oeste e centro-sul, agricultores deram início nos últimos dias à colheita do grão. O mesmo deve acontecer no médio-norte do Estado.

Na fazenda do agricultor Orcival Gouveira Guimarães, em Lucas do Rio Verde, as plantações super-precoces já estão prontas para serem colhidas. As plantas já foram dessecadas e o maquinário está pronto para o trabalho, que só não começou ainda devido ao tempo.

São aproximadamente mil hectares que dependem apenas do clima seco para serem colhidos. O agricultor queria ter começado a colheita no início da semana, mas a chuva e o tempo nublado adiaram os planos. Por enquanto ele ainda não está preocupado e mantém o otimismo com o desempenho da plantação, que deve render até cinco sacas de soja a mais por hectare do que na safra passada.

O produtor integra um grupo que planta 23 mil hectares de soja na região. Pelo menos 18 mil são de lavouras precoces e super-precoces, que devem ser colhidas até o fim de janeiro para não atrasar o plantio do algodão.

A estimativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) é de que menos de 10% dos 6,9 milhões de hectares plantados com soja em Mato Grosso estejam prontos para a colheita na primeira quinzena de janeiro. A expectativa é de que os trabalhos fiquem mais intensos em fevereiro.

O presidente da entidade, Carlos Favaro, lembra ainda que o potencial produtivo das lavouras mais precoces é menor que as de ciclo mais tardio. Dificilmente chegam as 50 sacas por hectare. Porém o desenvolvimento das plantações foi bastante satisfatório e a expectativa é animadora.

Fonte: Canal Rural

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