Cooperativas confirmam alívio para áreas até agora sem precipitação

As chuvas que voltaram a cair no RS no final de semana, embora irregulares, trouxeram alívio para a produção agropecuária, principalmente para regiões que ainda não tinham registrado precipitação neste verão. Em Ijuí, Santa Maria, Santa Rosa e Tupanciretã, lavouras de soja ganharam novo fôlego. Os 40 mm registrados na noite de domingo na localidade de Lajeado Ipê, em Santa Rosa, renovaram as esperanças da família Sturm, que cultiva o grão. O pasto também foi beneficiado e, depois de quatro semanas, foi possível verificar novamente água correndo no campo. Segundo a MetSul, os maiores volumes foram registrados nas regiões Central, Serra e Noroeste e entre Cruz Alta e Ijuí. 

Com 160 mil hectares cultivados com a oleaginosa, Tupanciretã teve mais de 30 mm depois de 60 dias de déficit hídrico, segundo o presidente da Cooperativa Agrícola de Tupanciretã (Agropan), Volfe Gobbato. “Tem soja que nunca viu água. A chuva amenizou a situação e evitou uma quebra maior, mas tem que continuar.” Em Santa Maria, lembra o presidente da Cooperativa Agrícola Mista Sul Riograndense (Camsul), Daniel Balconi, não chovia desde 20 de novembro. Agora, a expectativa é recuperar, ao menos, a soja do tarde. 

Em Ijuí, foi possível retomar o plantio de milho para silagem. “Os agricultores esperam colher um produto de melhor qualidade”, disse o presidente do Sindicato Rural do município, Valdir Zardin. Com 46 mil ha semeados com soja, o município espera reação após precipitação de até 70 mm. Agora, a torcida é por nova chuva para que a lavoura possa aguentar mais 10 ou 12 dias no seco. Em Santo Ângelo, que tem quebra de 80% no milho e 25% na soja, a chuva escassa serviu apenas para diminuir o calor. 

PREVISÃO NO RS 

Conforme a MetSul, novas pancadas de chuva localizadas são esperadas hoje nas áreas produtoras de soja. Entre hoje e amanhã, pode chover forte em pontos isolados das regiões em que predomina a cultura de arroz, como a Campanha e o Oeste. Durante a quarta-feira, com o avanço de uma frente fria, a chuva será mais generalizada na região da soja da Metade Norte com volumes elevados (acima de 50 mm) em vários pontos. 

Fonte: Agrolink

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