Revolucione sua lavoura com a Agricultura de Precisão  

O que é, as vantagens e as ferramentas disponíveis. Isso tudo e mais a partir de agora sobre Agricultura de Precisão.

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De forma bem ampla, a palavra precisão significa repetição de resultados e está atrelada a outro termo: a exatidão.

Do mesmo modo que nós estamos sempre em busca de resultados melhores e mais exatos, a Agricultura de Precisão ganhou força no agronegócio porque fornece informações que aperfeiçoam as tarefas no campo.

Entendida como um sistema de gestão agrícola, é formada por um conjunto de práticas que tem como base a tecnologia para coletar dados mais precisos e exatos sobre cada pedaço da terra.

É também chamada de Agricultura 4.0 e fundamentada em um conceito principal: as lavouras não são uniformes e cada talhão possui características e necessidades diferentes.

Produtividade, manchas no solo e infestações de pragas não se manifestam do mesmo modo e devem ser tratadas de forma específica e não mais pela média.

Isso permite que insumos e fertilizantes sejam aplicados em quantidades reduzidas e necessárias e não mais generalizadas.

As vantagens trazidas pela mudança já são comprovadas por cerca de 45% do setor rural brasileiro que optou por abandonar os velhos e ineficientes modos de produzir.

Isso é equivalente a 9 milhões de hectares sendo cultivados através de um modelo agrícola mais produtivo e assertivo.

Com os dados fornecidos por aparelhos como os GPS e os sensores agrícolas, o solo é entendido de forma mais fácil e dinâmica, os processos se potencializam e é no produto final que o impacto é sentido.

Essa nova realidade social já está sendo trabalhada a todo vapor nos principais locais de produção do Brasil e pode fazer parte da sua rotina também.

Confira o que mais trouxemos sobre a Agricultura de Precisão e descubra como você também pode integrar dados e alcançar resultados melhores.

A Agricultura de Precisão surgiu para vencer todos os desafios que estão sendo impostos ao agronegócio nos últimos tempos.

Ela não é uma simples tecnologia, mas um conjunto de técnicas de gerenciamento agrícola que permite que os dados coletados em uma determinada região sejam analisados e retornem em forma de lucro ao produtor.

Quando introduzidos no solo ou acoplados em máquinas e implementos agrícolas, os instrumentos fornecem um arsenal de informações sobre o pedaço de terra analisado.

Com isso, é possível avaliar fatores como:

🔸 Índice de umidade no solo;

🔸 Índice de compactação do solo;

🔸 Fertilidade do talhão estudado;

🔸 Temperaturas das plantas;

🔸 Localização das daninhas e das infestações de pragas;

🔸 Além de dados meteorológicos da região.

É por isso que a AP é tão benéfica à plantação. Em qual outro momento da agricultura seria possível ter em mãos informações tão exatas e abandonar de vez o senso comum?

Não é apenas o trabalho do produtor que é facilitado, mas também os seus esforços, que passem a ser mais direcionados ao que de fato está precisando de atenção imediata.

Estamos falando de um sistema que aplica uma série de recursos tecnológicos para transformar a produção agrícola em uma atividade mais precisa e controlável.

A grande diferença está na possibilidade de acesso a informações antes tidas como inalcançáveis.

Com o conhecimento em mãos abre-se um leque de oportunidades ao produtor.

Primeiro, ele será capaz de tomar decisões mais rápidas e certeiras.

Poderá ainda direcionar os seus recursos de forma mais estratégica, dando prioridade a questões que precisam de soluções mais imediatas que outras.

Os insumos também passarão a ser mais bem distribuídos e aqui cabe ressaltar que ele terá ganhos ao reduzir custos e uniformizar a sua lavoura.

Depois, com a situação sobre controle, graças ao uso racional das informações todos os fatores que contribuem para a variabilidade da produção têm a chance de ser corrigidos.

Uma gestão otimizada permite melhorias na gestão como um todo e evita perdas por decisões erradas ou a realização de empréstimos por mau planejamento.

E o melhor de tudo: é no aumento de preço do produto final que o retorno começará a aparecer.

No momento em que a tecnologia passa a ser usada de para controlar pragas e aprimorar a qualidade da lavoura, a consequência vem com o produto sendo vendido por um valor muito maior.

A renda final do produtor também aumenta porque a precisão nas atividades é contrária ao desperdício, de tempo e de recursos.

Esse é um tipo de sistema inteligente de gestão que reúne informações sobre todas as variáveis que podem atrapalhar o rendimento agrícola e assim minimizar os riscos existentes.

E por falar em rendimento das lavouras, estima-se que a AP garante um aumento de 67%, justificada pela tomada de decisão com base em dados relevantes.

O sucesso da assertividade das novas tecnologias precisa estar alinhado com o saber do produtor rural, na hora de olhar para os dados e interpretá-los corretamente.

Para isso, é indispensável a busca por conhecimentos que tornem o produtor cada vez menos dependente de fatores do tempo.

Concluímos, então, que a Agricultura de Precisão é uma transformação com forte potencial de resolver alguns dos problemas mais graves do agronegócio.

O que conheceremos agora é com que ferramentas isso é possível.

🔸 GPS Agrícola

Desde a década de 90 que o Sistema de Posicionamento Global, os famosos GPS, estão presentes na agricultura e auxiliando o produtor nas atividades do dia-a-dia.

Hoje, são acoplados aos tratores e fornecem informações geoespaciais em tempo real, mapeando o campo, armazenando amostragens precisas do solo e direcionando a máquina.

🔸 Irrigação Agrícola

De toda quantidade de água disponibilizada no mundo, 70% dela é utilizada nos segmentos agrícolas, de acordo com o Programa Mundial de Levantamento sobre a Água, da ONU.

Seria muito utópico acharmos que essa água é bem utilizada na maioria do tempo.

É por isso que a agricultura vem se adaptando a novas formas de minimizar os prejuízos trazidos pelo desperdício de água.

Por meio dos sistemas de telemetria é possível controlar de forma remota e precisa a quantidade de água necessária para irrigação da lavoura.

Ao integrar esses dados, não somente a água é conservada, mas também o tempo, o combustível e o desgaste dos veículos e equipamentos usados no bombeamento da irrigação.

🔸 Sensores Agrícolas

São os maiores responsáveis pelo estudo do solo e por fornecer todas as deficiências das plantas e das raízes.

Podem ser ópticos, térmicos ou elétricos e monitoram funções específicas e imperceptíveis a olho nu, como umidade, fluxo dos grãos e mais.

Dentre outras funções, fornecem os atuais estados da vegetação, do solo, da condutividade elétrica, além do teor de matéria orgânica presente.

Eles se dividem em diretos (aqueles que possuem contato físico com o alvo estudado) e remotos, cuja observação é feita a distância. Imagens aéreas e de satélites são alguns exemplos.

🔸 Aplicação em Taxas Variáveis

Foi a Agricultura de Precisão que possibilitou a distribuição precisa dos insumos de acordo com a necessidade específica de cada talhão.

A técnica que recebe o nome de Aplicação em Taxas Variáveis não leva em conta as características gerais da área, mas sim as geradas em cada ponto.

A variabilidade espacial é levada em conta e o produtor passa a distribuir os insumos de acordo com a localização, tamanho da infestação de pragas e plantas daninhas e índice de nutrição do solo.

🔸 Piloto automático

De conhecimento de um maior número de pessoas, as máquinas com piloto automático são orientadas via satélite e fazem o percurso programado pelo operador.

🔸 Barras de Luz

As barras de luz têm como objetivo orientar o andamento da máquina, especialmente nas atividades de pulverização e fazer com que as aplicações ocorram com maior exatidão.

Recebem esse nome porque são formadas por um conjunto de luzes de LEDs: quando estão verdes, significa que o veiculo está cumprindo os movimentos no qual foi programado. Se vermelhas, a máquina não está mais alinhada.

As barras de luz auxiliam ainda na diminuição do uso de fertilizantes e, automaticamente, na redução de custos e desgaste ambiental da lavoura.

🔸 Drones

A maior vantagem dos VANTs (Veículos Aéreos não Tripulados), como os drones, é a sua capacidade de mapear áreas menores, exatamente onde as plantas daninhas se concentram.

Por causa disso, é possível que a economia com as aplicações de produtos seja em torno de 80%.

Rafael Diego, coordenador do Programa de Agricultura de Precisão do SENAR, quando perguntado a respeito do monitoramento espacial da propriedade rural afirma que os drones não substituem o avião agrícola.

Quando a infestação já está espalhada, o controle exige mais rapidez e eficiência e então deve ser feito com o avião.

Ou seja, ‘‘o drone não substitui o avião agrícola, nem as imagens de satélites no monitoramento da lavoura. Na verdade, essas tecnologias se complementam”, finaliza Rafael.

🔸 Internet das coisas

Por fim, vamos falar do fator que possibilita que todas as ferramentas acima existam e existam para o produtor rural, a internet das coisas.

O conceito trouxe a ligação do mundo físico à internet. Máquinas, implementos, veículos, residências, são inúmeras as ‘‘coisas’’ que podem se conectar, informar situações e receber instruções.

A conectividade presente nos aparatos geram os dados, os mapas e o diagnóstico completo dos pontos que devem ser melhorados na lavoura.

Da mesma forma que as máquinas, quando conectadas a internet, executam as tarefas de forma automatizada, diminuindo consideravelmente a ocorrência de erros.

Em resumo, é possível fertilizar o solo, semear e colher obtendo maior produtividade e menos custos.

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Até aqui você entendeu a importância da Agricultura de Precisão, suas vantagens e por meio de quais ferramentas ela acontece.

Há tempos que a agricultura tradicional vem exigindo formas mais eficientes de acontecer. O surgimento da AP foi o acontecimento que faltava para isso.

Aguardamos os próximos passos que serão dados pela agricultura do futuro e te convidamos a continuar nos acompanhando no processo de publicação dessas novidades.

Até a próxima.

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