Entenda a importância de respeitar a vida útil das máquinas agrícolas

Hoje eu quero que vocês conheçam a história do Cláudio…

O Cláudio é aquele tipo de pessoa que já nasceu em cima de um trator e que se tirarem da terra ele se torna um verdadeiro zero à esquerda.

Desde o tempo do seu avô, a principal atividade da sua família sempre foi a agricultura.

Ele havia prometido pra si mesmo que nunca deixaria de cultivar a terra porque era o que ele sabia e amava fazer.

De início, o trabalho do Cláudio era basicamente voltado para o sustento dele, dos filhos e da esposa.

Quando os meninos do Cláudio começaram a frequentar escolas mais ao centro da cidade para poder estudar, ele viu o orçamento apertar.

Com isso, decidiu que estava na hora de aumentar a produção para ter como pagar as despesas extras.

Fez um empréstimo daqui, outro dali e conseguiu os recursos que faltavam para produzir mais.

O que Cláudio não conseguiu foi se dar conta que seu maquinário não iria acompanhar o seu novo ritmo de trabalho…

O principal trator da sua propriedade tinha sido herança do pai, há mais de 10 anos.

Ele fazia parte dos 476.510 tratores da frota nacional brasileira com mais de 10 anos de uso.

Já pensou no tanto de prejuízo que um maquinário com essa idade pode causar?

É para que problemas como esse ou parecidos com o do Cláudio não aconteçam com você que vamos mostrar quando você deve trocar o seu maquinário.

A sua produção vai saber lhe agradecer por isso.

Acompanhe os próximos parágrafos.

Trocar máquinas e implementos agrícolas ao fim da sua vida útil significa evitar perdas de produtividade e reduzir custos.

Dos mais de 1,266 milhões de tratores que compõem a frota nacional de máquinas agrícolas, 43,6% têm mais de 20 anos de uso.

O perfil das colheitadeiras segue a mesma linha.

49,4% das 165,6 mil unidades do país estão acima dos 20 anos de idade.

Ou seja, grande parte dos produtores rurais segue usando as máquinas mesmo após o fim da vida útil delas.

De modo geral, no período de março a outubro os produtores compram os maquinários voltados para o preparo do solo.

No restante dos meses, as vendas de colheitadeiras e caminhões aumentam consideravelmente, devido ao andamento da colheita.

É também após a safra que o produtor fica mais capitalizado e com maiores intenções de investir na sua propriedade, especialmente na compra de novas máquinas e implementos.

Segundo Miguel Furmann, instrutor de treinamento comercial da New Holland, é na entressafra que o produtor identifica as oportunidades de renovação do maquinário.

Justamente porque nesta época do ano que ele dispõe de mais tempo para pesquisar, analisar e planejar seus investimentos e áreas de expansão.

A agricultura é um setor que exige cautela e por esse motivo os produtores esperam a lavoura se desenvolver para depois decidir quando e quanto renovar a frota.

Alguns acontecimentos que antecipam essa decisão são programas de financiamento com juros mais baixos e feiras do ramo com descontos especiais.

Silvio Campos, diretor de marketing da Case IH, explica que antigamente as máquinas eram trocadas quando passavam a entregar resultados menores ou quando o custo de manutenção ficava alto demais.

Hoje, a troca é baseada na análise de desempenho a cada ano.

Alexandre Mauch é gerente de suporte técnico da Massey Ferguson e aponta 2 principais motivos que fazem produtores rurais adquirir novas máquinas agrícolas.

O primeiro, e mais decisivo, é quando o gasto com manutenção se eleva tanto que quase alcança o valor da prestação de um maquinário novo.

Com o passar do tempo e do uso, as manutenções deixam de ser somente periódicas e passam a ser corretivas e cada vez mais frequentes, devido ao desgaste dos componentes.

Em segundo lugar está a tecnologia ineficiente.

Máquinas mais antigas não atendem as atuais necessidades de uma lavoura.

Além de produzirem menos, o agricultor não consegue ter o lucro projetado na atividade.

Furmann contribui ainda citando mais um principal motivo da substituição: a diminuição da janela, de plantio ou colheita:

“Trocando por máquinas maiores que alcancem mais área em menos tempo, assim consegue ajustar a melhor época de plantio obtendo o melhor desenvolvimento das plantas cultivadas”.

A chamada vida útil das máquinas agrícolas não é uma questão unânime entre quem as fabrica.

Tudo irá depender das condições em que essas máquinas trabalharam, das horas e dos cuidados com a manutenção que receberam ao longo dos anos.

Em geral, a troca é recomendada no período de 10 a, no máximo, 12 anos.

É nesse espaço de tempo que a indústria de máquinas agrícolas renova ou atualiza seus modelos.

Após esse período, os tratores, por exemplo, já estão “defasados em tecnologia e eficiência”, como pondera o técnico de tratores da Valtra, Wagner Quillfeldt.

Sem falar na produtividade das máquinas, que tendem a baixar no decorrer do tempo.

Vale lembrar que o maquinário agrícola opera em terrenos irregulares que exigem alta tração e esforços.

Propriedades agrícolas maiores e de alta performance exigem intervalos de tempo menores para trocar seus maquinários.

Geralmente, isso corre próximos aos 5 anos ou quando as manutenções tornam-se frequentes demais, comprometendo o rendimento do trabalho na lavoura.

Antes de realizar a substituição dos mesmos os produtores devem ficar atentos às trocas prematuras para não se desfazer de um bem antes mesmo de recuperá-lo em capital.

Por outro lado, vendas tardias são desvalorizadas devido aos custos operacionais.

🔸 🔸 🔸

Aqui na Agrimec, nesta época do ano, as Carretas Graneleiras disparam o número de vendas, com uma nova safra se aproximando.

Os mais de 10 modelos que disponibilizamos em nosso portfólio são indicados para trabalhar tanto no plantio como na colheita.

A realização dos procedimentos necessários, conforme as orientações citadas no manual, e o diagnóstico prévio de possíveis anormalidades são fatores que aumentam a vida útil deste implemento.

Quando destinadas para o uso na colheita, as Granbox trabalham no armazenamento temporário dos grãos entre a colheita e o transporte, de forma estacionária ou acompanhando a colheitadeira no recolhimento dos grãos.

Já os modelos Flex, além de acompanhar as colheitadeiras, podem ser usados para abastecer as plantadeiras ora com adubo, ora com sementes.

Na linha Triflex, o diferencial fica por conta dos dois canos que operam simultaneamente no abastecimento de adubo e sementes, agilizando o trabalho das plantadeiras.

Esses diferenciais da linha Granbox exigem que ao final de cada ciclo de trabalho, tanto de plantio como de colheita, se realize uma limpeza completa na Carreta Graneleira.

Os cuidados recomendados abaixo são essenciais para manutenção da vida útil e qualidade da Carreta Graneleira Granbox Agrimec:

🔸 Remover todos os resíduos de produtos que permaneceram no depósito;

🔸 Fazer uma lavagem rigorosa e completa, deixando a mesma secar ao sol;

🔸 Alocar o Graneleiro sempre em local seco, plano e protegido do sol e da chuva;

🔸 Realizar inspeções no implemento, verificando se há alguma peça defeituosa, quebrada ou desgastada e reapertar os parafusos que estejam frouxos.

Estes ajustes podem ser imediatos ou feitos na hora da manutenção e vai depender do trabalho no qual o implemento está sendo submetido, bem como os cuidados do operador.

Para que a tecnologia empregada nas máquinas de fato ajude nas operações de trabalho, o operador precisa ter o devido preparo para conseguir extrair o máximo de rendimento das máquinas agrícolas.

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Agora que você já sabe que máquinas agrícolas antigas demais entregam resultados menores, ao contrário dos custos com manutenção que só aumentam, será que não está na hora de você se desfazer daquele trator antigo?

Aproveite a nova safra, analise o seu maquinário e, se necessário, destine recursos para a aquisição de novos.

Os ganhos em produtividade e lucro serão recompensadores.

Até a próxima!

Fonte: Revista Máquinas e Inovações Agrícolas (Hora certa para renovar o maquinário)

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