A hora de comprar insumos é agora

Os meses de agosto e setembro são cruciais para o produtor rural, pois é neste período que ocorre a tomada das decisões mais importantes. Uma delas é a compra dos insumos agrícolas.

Por insumos entendemos todos os materiais, serviços, tecnologias e atividades fundamentais para a produção de qualquer atividade econômica.

Eles variam conforme o tipo de produção. Em grandes culturas como a soja, o milho e o arroz são considerados insumos primordiais as sementes, os fertilizantes e os defensivos.

Esses produtos participam em mais da metade dos custos totais com a produção, o que torna a tarefa de pesquisa e compra antecipada ainda mais importante.

Por vezes, realizar compras bem sucedidas exige tempo e o produtor rural acaba encontrando dificuldades em cotar com praticidade e rapidez.

Nesse caso, não deve ser dispensado o uso de ferramentas já disponíveis no mercado agrícola e pecuário que auxiliam o produtor e fornecem benefícios como relatórios de gestão de compras e cotações diversas.

A organização de informações e o registro de compras feitas anteriormente ainda são as melhores opções para se alcançar resultados econômicos e selecionar os melhores fornecedores.

Com essas informações são criados registros históricos e com eles é possível acompanhar tendências, detectar o melhor momento de comprar e decidir se a hora é de estocar ou de evitar a aquisição de novos insumos.

Quanto antes análises e compras forem feitas, com mais facilidade o produtor poderá se prevenir em relação a possíveis atrasos na entrega dos produtos e fazer todo planejamento do plantio, que tem início em setembro na maioria das regiões.

Existem alguns cuidados e atitudes (como adquirir em conjunto com outros produtores ou adquirir os insumos através de cooperativas) que podem e devem ser seguidos na hora de realizar as compras e que ajudam a evitar prejuízos.

Falaremos deles nos parágrafos a seguir. Acompanhe!

A representatividade que a agricultura tem nos dias de hoje na economia e na continuidade da vida das pessoas exigiu que técnicas diversas e máquinas mais avançadas fossem incorporadas à atividade.

Os insumos agrícolas fazem parte desse arsenal tecnológico que surgiu para facilitar a vida do produtor, possibilitando produzir mais em menos tempo.

Por se tratarem de substâncias que influenciam diretamente no desenvolvimento das plantas ou no combate de pragas e doenças, todo conhecimento sobre eles é pouco para que ocorra uma compra consciente, levando em conta os danos que podem ocasionar se usados de maneira indevida.

Um dos primeiros entendimentos relevantes para esse momento e que gera muita desinformação é a diferenciação entre fertilizantes e agrotóxicos (também chamados de defensivos agrícolas ou agroquímicos).

Os fertilizantes geralmente são utilizados no solo ou nas folhas e tem como objetivo promover a presença de nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável da planta, indispensáveis para o aumento da produtividade.

Podem ser de origem mineral ou orgânica e atuam da mesma forma que os adubos em relação a nutrição da planta.

Já os agrotóxicos, são substâncias químicas destinadas para o controle e combate de pragas, doenças e plantas daninhas e podem pertencer ao grupo dos inseticidas, fungicidas, herbicidas, acaricidas ou nematicidas.

Tanto os fertilizantes como os agrotóxicos podem ser sinônimos de segurança e diminuição de custos na produção agrícola.

Basta que sejam aplicadas as quantidades corretas dos mesmos e que não se confunda lavoura nutrida com lavoura nutrida em excesso.

Os pedidos de compra de insumos devem sempre ser formalizados via contratos, documento que consta os direitos e deveres do comprador e do vendedor.

O contrato funciona como uma proteção ao agricultor e uma forma de garantir os seus direitos, caso ocorram problemas relacionados a qualidade ou entrega do produto.

Nele pode ser constatada ainda a possibilidade ou não de troca do produto, bem como ressarcimento de valores e sanções referentes ao pedido e vários outros itens.

O importante é que o produtor tenha todas as garantias possíveis que a compra irá solucionar os seus problemas e que não ocorram prejuízos monetários caso aconteça o contrário.

Tanto o prazo como o momento da entrega dos produtos na propriedade são fases importantes do ciclo de compra dos insumos agrícolas.

Isso porque é nesse momento que ocorre a certificação de que todas as exigências explícitas no contrato foram cumpridas, como a qualidade, o peso e as condições dos insumos.

Na entrega desses produtos também é um bom momento para verificar se houve algum tipo de contaminação ou avaria, ou seja, dano, deterioração ou desgaste do produto no deslocamento até o destino.

Atente para o peso das embalagens e se elas não sofreram violações no percurso.

Também organize um ambiente com condições favoráveis ao armazenamento dos insumos.

Quem busca pela máxima eficiência dos processos na agricultura também busca por produtos de qualidade e que entreguem os resultados que prometem e que atendam as necessidades da compra.

Tanto os fertilizantes, como as sementes e os agrotóxicos são formados por características físicas, químicas e físico-químicas que são verdadeiros indicativos da sua qualidade e da capacidade que têm de aumentarem a produtividade dos talhões.

O Governo Federal possui departamentos que são especializados na fiscalização da produção e do comércio dos insumos destinados a produção da agricultura brasileira.

Por isso, mais uma vez se levanta a importância de adquirir somente produtos que foram devidamente registrados e testados.

As diferentes possibilidades de compra dos insumos precisam sempre ser muito bem analisadas, pois o mercado agrícola lida ainda com um grande problema: a volatilidade dos preços.

Os produtores rurais de uma mesma região podem se unir para realizar a compra dos insumos agrícolas em grande escala.

Os grandes volumes comprados assim possibilita a flexibilização das negociações com os fornecedores e também aumenta os percentuais de descontos sobre os produtos.

Por outro lado, todos os participantes da compra precisam ter o mesmo ou parecido valor aquisitivo e a nota fiscal fica condicionada apenas no nome de uma pessoa, podendo trazer complicações fiscais para os demais produtores.

Se optar por realizar a compra sozinho, o pagamento pode ser efetuado à vista ou a prazo.

Quando à vista, o produtor se livra de taxas de juros que geralmente são impostas quando o pagamento não é realizado na hora e garante maiores descontos também. As compras à vista devem ser muito bem planejadas para que o produtor não fique sem fluxo de capital posteriormente.

Quando o pagamento é feito geralmente após a colheita, a compra recebe a incidência de juros, o que aumenta o custo do produto e da produção.

Mas por outro lado, essa é uma boa saída caso os produtores que não possuem caixa para pagamento dos insumos no momento da compra e porque não inviabiliza o início dos trabalhos na lavoura no momento ideal.

Há a possibilidade de se optar pela operação em que o produtor realiza o pagamento dos insumos com a entrega do grão no período da pós-colheita. Nesta opção, não há intermediação monetária.

Essa possibilidade deve ser muito bem analisada pois os riscos de desvalorização dos produtos e de ocorrer perdas significativas na safra são maiores que seus benefícios.

As cooperativas também estão sendo vistas como importantes canais de distribuição dos principais insumos agrícolas.

Atualmente, elas já detêm 47% das vendas dos defensivos, 48% de fertilizantes e 41% das sementes.

Essa é uma das partes mais criteriosas no processo de compra dos insumos agrícolas, mas que com escolhas estratégicas é possível ter mais do que meros parceiros de negócios, mas sim verdadeiros aliados na produção.

Nesse momento, vale buscas na internet, no mercado físico e conversar com outros produtores.

É bom lembrarmos que nem sempre o preço é o melhor negócio. Conhecer o histórico de vendas das empresas e dos prestadores de serviços, bem como a segurança que oferecem no cumprimento de acordos são critérios determinantes para evitar futuros prejuízos.

Escolha fornecedores sérios, que trabalhem com boas marcas e que tenham experiência de mercado, pois são esses últimos que possuem bagagem suficiente para lhe orientarem da melhor forma.

Converse com as diferentes opções de compras que você tem e análise a política de venda dessas empresas e verifique se elas oferecem assistência técnica de qualidade.

A política de troca dos fornecedores também é critério a ser levado em conta, visto que por vezes os insumos podem apresentar defeitos de fabricação que diminuem os seus índices de qualidade.

Outro diferencial a ser considerado na hora da escolha é as formas de pagamento e de que maneira os fornecedores estão dispostos a serem flexíveis com o seu negócio, visto os enormes riscos que a produção enfrenta a cada safra.

 

Nesse artigo falamos sobre os cuidados com a compra de 3 de muitos insumos necessários para o andamento da produção da agricultura brasileira.

Caso tenha ficado alguma dúvida ou se você tem alguma contribuição a mais para o texto, não deixar de nos escrever no espaço reservado abaixo.

Obrigado por nos acompanhar e até a próxima!

 

Fontes: Aprosoja (Cartilha de Comercialização); Farmnews (Insumos: a importância de comprar bem e avaliar seus fornecedores); Lavoura 10 (Defensivos agrícolas: 8 curiosidades que você deveria saber); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Multitécnica (Não confunda agrotóxico com fertilizante; Os 10 maiores mitos e verdades sobre os fertilizantes); Royal Máquinas e Ferramentas (Como encontrar e escolher os melhores fornecedores de insumos para a sua propriedade rural); Sociedade Nacional de Agricultura (Produtores rurais elegem cooperativas como principais vias para compra de insumos).

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