A lei n° 10.831, de 2003, que regulamenta a produção, o armazenamento, a rotulagem, o transporte, a certificação, a comercialização e a fiscalização dos produtos orgânicos contribuiu para a manutenção da imagem do Brasil como sendo o principal consumidor de agrotóxicos do mundo.

Se por um lado somos o maior exportador de grãos, carnes e commodities, por outro ainda temos poucas informações a respeito do setor de orgânicos. Mesmo com a regulamentação, pesquisas e apoio técnico no campo ainda são insuficientes.

Falta também informações quantitativas sólidas para que possa ser avaliado o quão representativo esse setor é no país. Assim sendo, não é possível afirmar qual a área efetiva destinada a agricultura orgânica.

Há estimativas de que o mercado de orgânicos represente pouco mais de um milhão de hectares, mas nem este valor é exato, pois ele é o mesmo desde 2011.

Segundo o Instituto FIBL e a IFOAM, atualmente, há mais de 180 países com produção orgânica, e pouco menos da metade possuem regulamentação própria, necessária para que os produtos possam ser comercializados em outros países, sem que haja barreiras técnicas, como é o caso do Brasil.

Abrir fronteiras, expandir o consumo de seus produtos para grandes mercados, manter suas qualidades e seus valores, introduzir sua cultura e sua história são características que o consumidor atual exige e procura.

 

Fonte: Globo Rural