A safra 2017/2018 de arroz está prestes a iniciar. A ocorrência de instabilidades climáticas no período considerado ideal para a obtenção dos melhores resultados representa, hoje, cerca de 450 mil toneladas que serão colhidas a menos em relação a safra anterior.

Apesar da menor produção prevista, teremos uma maior disponibilidade de arroz no mercado porque os estoques estão com posição inicial maior do que há doze meses. Disponibilidade maior do produto reflete em preço baixo, principalmente nos primeiros meses, quando a oferta por parte dos produtores é maior para a liquidação das dívidas feitas para o preparo da lavoura.

Especialista como Tiago Sarmento Barata, Diretor Comercial e Industrial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), atribuem à exportação a missão de garantir a sustentação das cotações ao longo do ano.

Além do mais, Barata frisa a necessidade da cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul passar por um processo de reformulação nos seus aspectos estruturais, onde custo de produção, industrialização e comercialização sejam reduzidos.

A adoção de medidas práticas que tragam aos setores produtivo e industrial gaúcho melhores condições competitivas, entre elas o alívio da carga tributária, está, sobretudo, nas mãos dos governos Federais e Estaduais.

Considerando a situação financeira do Estado, é difícil acreditar no aliviamento da carga tributária a curto prazo, lamenta Batata, mas diz que a cima de tudo é preciso ter confiança na capacidade de recuperação da cadeia produtiva do arroz do Rio Grande do Sul.

 

Fonte: IRGA