6 formas de prevenir a Ferrugem Asiática

Como surgiu a Ferrugem Asiática

Quando o assunto é agricultura, além de falarmos da sua importância social e econômica para a população, não podemos deixar de mencionar as inúmeras chances que doenças devastadoras têm de se desenvolverem e afetarem boa parte da produtividade do cultivo.

A cultura da soja, em especial, sempre é debatida em conjunto com um assunto conhecido por quem é do ramo e que gera excessivas preocupações aos produtores: a aparição da Ferrugem Asiática.

Na safra atual, já são 641 ocorrências em todo o Brasil.

Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a Ferrugem Asiática foi relatada pela primeira vez no Japão, em 1903.

No Brasil, teve seu primeiro foco detectado na safra de 2001/2002, no estado do Paraná. Três safras após, a doença já havia se generalizado na maioria das regiões produtoras do país.

Há suspeitas que o fungo que chegou ao Brasil tenha vindo do Paraguai e da Bolívia, países que cultivam duas safras de soja por ano.

O início do processo, que pode culminar em cerca de 90% de perdas das lavouras, começa com as sojas prejudiciais, que são aquelas que se concentram na beira das estradas, caídas de caminhões que realizam o seu transporte, ou os grãos que ficam no campo no pós-colheita.

Esses grãos perdidos germinam no período de entressafra e tornam-se hospedeiros de doenças e são denominados como soja guaxa, soja tiguera ou simplesmente soja voluntária. A ação do vento e das chuvas contribui para que estas doenças sejam levadas até a lavoura mais próxima.

Os principais prejuízos causados pela Ferrugem Asiática

De coloração verde claro a verde acinzentado, nos estágios iniciais, e amarela na medida em que avança, a Ferrugem Asiática desenvolve minúsculos pontos pigmentados na planta e diferencia-se de outras doenças da soja por causa da sua estrutura reprodutiva.

Localizada na parte de baixo da folha, a urédia* lembra o formato de um vulcão, pois rompe o tecido da folha. Os poros que se formam expelem esporos cristalinos que são carregados pelo vento. A presença da pigmentação, chamada de fleck, é a confirmação da infecção da folha pelo fungo.

Depois de instaurado na planta, o fungo provoca desfolha precoce, compromete a formação e o desenvolvimento das vagens e o peso final do grão.

Estima-se que 8,5 milhões de toneladas já tenham sido perdidas nas lavouras do país, ocasionando 3,7 bilhões de dólares a menos na economia, desde a sua chegada ao Brasil. Isso é equivalente a cerca de 30 sacos por hectare.

O clima é um dos principais fatores que ocasionam a Ferrugem Asiática ou Ferrugem da Soja, popularmente chamada. As mesmas condições climáticas necessárias para o desenvolvimento da planta, elevada umidade e temperatura amena, são os fatores altamente propícios à ocorrência da doença.

A diversidade de variações climáticas de região para região do país impede que uma recomendação genérica de controle seja feita aos sojicultores. Recomenda-se manejo e monitoramento constantes e precisos.

Segundo os levantamentos do Consórcio Antiferrugem, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraná são, respectivamente, os estados com maiores números de ocorrência da doença.

Nestes estados, os motivos da ocorrência do fungo são parecidos: semeadura em data antecipada a indicada para região e diversidades climáticas que deram nova sobrevida às plantas de beira de estrada.

Como monitorar a Ferrugem Asiática

O monitoramento, o mais cedo possível, ainda é a melhor forma de prevenir-se da Ferrugem Asiática. Ele pode ser feito de duas maneiras, dependendo do estágio da doença na planta:

✔️ Coleta-se as folhas no terço médio ou inferior da planta;

✔️ Coloca-se diante da luz solar ou de qualquer outra fonte de luz;

✔️ Procura-se por pontuações escuras. No verso das folhas, a presença de saliências semelhantes a pequenas feridas ou bolhas confirma a Ferrugem.

Ou:

✔️ Coloca-se as folhas da planta dentro de um saco plástico, juntamente com um algodão ou papel toalha úmidos;

✔️ Fecha-se o saco pelo período de 24 horas, sem exposição à luz solar ou temperaturas que não sejam ambientes.

✔️ Observa-se o surgimento dos pigmentos na folha. Este processo chama-se câmera úmida montada.

Uma outra alternativa é adoção de uma lupa para observar a parte de baixo da folha, onde localiza-se a urédia*.

O monitoramento torna-se ainda mais essencial no momento em que ocorre o agravamento da resistência dos fungos aos fungicidas recomendados para controle e combate da Ferrugem Asiática.

A resistência, resposta evolutiva natural dos fungos, é sinônimo de mais aplicações que é igual a elevação de custos para manter a lavoura livre de pragas. O custo de quatro aplicações de defensivos contra a Ferrugem Asiática equivale a sete sacos de soja.

Dado todo levantamento de informações referentes a doença que tem o maior potencial de devastação para cultura da soja, é hora de apresentarmos os 6 passos que impedem significativamente a presença da doença na sua lavoura.

A prevenção contra Ferrugem Asiática

E você, já enfrentou a Ferrugem Asiática na sua lavoura de Soja? Usou de algum método diferente dos mencionados acima? Então escreve pra gente e vamos juntos combater a doença mais severa para a Soja!

 

*Estruturas reprodutivas do fungo, por onde são formados e disseminados os esporos do patógeno, organismos capazes de causar doença em um hospedeiro.

 

Fontes: Revista Agrocampo, Revista A Granja, Revsita Terra&Cia, Embrapa, Canal Rural, Consórcio Antiferrugem.

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