Pense um pouco sobre as seguintes questões:

Para você, que de alguma forma é ligado com a agricultura, as perspectivas para o meio rural lhe assustam ou lhe agradam?

Quando você faz uma análise da agricultura como um todo, quais são as suas principais preocupações?

E o que de bom você enxerga nessa que é considerada uma das principais atividades econômicas do país?

Seja qual forem as suas respostas, temos certeza que da mesma forma que o restante dos envolvidos no processo produtivo agrícola (especificamente o brasileiro) você também concorda que ainda muitos desafios que precisam ser superados para termos uma agricultura mais promissora e livre de catástrofes cada vez mais emergentes.

Entre os desafios está a resistência de plantas daninhas e pragas em geral a herbicidas e outros métodos de controle.

Essas invasoras, em especial as que formam algum tipo de resistência contra os herbicidas, são verdadeiras ameaças a produção agrícola de todo o mundo.

Quando não são tratadas desde a sua emergência, elas comprometem a qualidade dos grãos gerados e ainda conseguem se tornarem cada vez mais fortes, graças à capacidade que possuem de se acostumarem com o ambiente e com os ataques que sofrem.

E é para que essas pragas possam ser cada vez detidas mais de pressa que trouxemos 5 formas eficazes de combatê-las, acompanhadas de uma dica bônus no final.

Dentre as formas abordadas estão:

1- A rotação de culturas

2- O circuito de herbicidas

3- A integração de métodos de controle e muito mais.

Ao longo da leitura explicaremos cada método e de que forma você pode começar hoje mesmo a executá-los.

Não se esqueça que o trabalho com a terra fornece aprendizados diários que se consolidam somente com muito tempo de experiência.

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Se você não sabe ou sabe pouco sobre rotação de culturas, aconselhamos que leia este post.

No combate à plantas e pragas resistentes a um ou mais métodos de controle, a rotação de culturas é um dos procedimentos mais eficientes.

Isso porque ela é contrária ao monocultivo e faz com que o solo fique coberto o ano todo, não dando a chance de plantas invasoras se hospedarem em períodos de pousio, quando as terras são deixadas sem semeadura.

Além disso, a nova cultura semeada exige o uso de diferentes herbicidas que vão atuar com diferentes mecanismos de ação em cada cultura.

Isso faz com que a pressão de seleção das daninhas resistentes seja menor e, portanto, que não se adaptem a nenhum herbicida ou criem resistência sobre eles.

Segundo especialistas, o maior benefício da rotação de culturas contra as plantas daninhas resistentes está na semeadura direta sobre a palhada da cultura anterior.

Quando não ocorre o revolvimento do solo novamente, as plantas daninhas ficam em determinadas profundidades que as impedem de germinar.

Um dos principais motivos que leva as plantas daninhas a se tornarem resistentes é o uso de um único herbicida e/ou de vários herbicidas com iguais mecanismos de atuação sobre as plantas.

Para reduzir a resistência de daninhas, a rotação de herbicidas também deve ocorrer.

Nesse e em todos os outros casos, a identificação da espécie resistente e da sua biologia fazem toda a diferença no seu manejo, bem como a escolha dos melhores mecanismos de ação que irão atuar contra o seu desenvolvimento.

Antes de escolher quais herbicidas usar estude as seguintes questões:

♦ Espécies de plantas daninhas presentes;

♦ Fase de desenvolvimento que se encontram;

♦ Cultura que as daninhas se hospedaram;

♦ Época e número de aplicações que precisam ser feitas conforme as informações acima levantadas.

E quanto mais cedo essa identificação ocorrer melhor. A recomendação é que a presença delas seja notada ainda quando são jovens e com cerca de 15 cm.

Depois disso, elas já são capazes de armazenar energia na parte subterrânea do solo e a morte da sua parte aérea, apenas, não é suficiente.

Os herbicidas não são e nem devem ser a única forma de extinguir as plantas daninhas.

Quando utilizados de forma isolada, os resultados serão satisfatórios apenas a curto prazo. A médio e longo os problemas começarão a aparecer.

A possibilidade de diversificação dos métodos de controle em uma mesma cultura é o que implica em maior eficiência, economia e, como já sabemos, não dão chances da daninha se adaptar aos ataques.

Um programa de manejo eficiente é aquele que integra todos os métodos possíveis e que se adequa às diferentes situações encontradas no campo, não sendo, portanto, um sistema estancado.

São medidas que podem ser adotadas no dia-a-dia dos produtores e que recebem o nome de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Mais informações a respeito é só ler aqui.

Um exemplo de como ocorre essa integração é quando são utilizados herbicidas com modalidades diferentes, como os pré e pós-emergentes, associados ao método mecânico, como a capina.

No cultivo do arroz pré-germinado, por exemplo, manejo de água e aplicação de herbicidas acontecem simultaneamente.

Por último, a cultura sempre será o componente mais importante no manejo das infestantes.

Quando bem implantada, sadia e vigorosa, ela possui um alto poder de competição e dificulta o surgimento e o desenvolvimento das invasoras, visto que essas últimas possuem dificuldades de se instalarem e competirem em ambientes que já estão sendo ocupados por outras culturas.

E para o alcance dessa conquista é necessário, lá no início do processo, dedicar um tempo para escolher com cautela as sementes, atualmente o insumo mais estratégico para o rendimento da lavoura.

Mais informações sobre sementes você encontra nos seguintes artigos no nosso Blog:

Sementes: estratégia número 1 para o aumento da produtividade

5 erros que diminuem o potencial produtivo das sementes

O cuidado com o local onde irá ocorrer a semeadura da nova cultura é o primeiro passo preventivo contra as daninhas resistentes.

Áreas onde a rotação de culturas não ocorre ficam vazias no período da entressafra e são denominadas de pousio. Este período reúne todas as condições ideais para a chegada e para o desenvolvimento das infestantes.

Erradicar a sua presença consiste em eliminá-las totalmente da área, destruindo sementes infectadas ou qualquer outra forma de propagação das pragas, como tubérculos, rizomas e bulbos.

Essa ação é popularmente chamada de ‘‘começar no limpo’’ e é garantia de vantagem competitiva. É quando, pela primeira vez, são utilizados produtos químicos no controle das daninhas resistentes.

Depois de aplicados os herbicidas para dessecação da área de pousio, é recomendado aguardar alguns dias até a semeadura, para evitar a intoxicação das sementes.

Vale ressaltar que ‘‘o homem é o principal agente de disseminação de plantas daninhas e que as sementes das culturas são um dos principais meio de introdução e disseminação das sementes de plantas daninhas’’ (Livro: Biologia e manejo de plantas daninhas).

Por isso, é fundamental dedicar um tempo para a limpeza e regulagem do maquinário, dos equipamentos e até mesmo dos animais, considerados os agentes principais de propagação de daninhas.

A circulação destes em diferentes áreas, inclusive nas contaminadas, é a forma como as daninhas se propagam em diferentes ambientes.

E mais do que cuidar do terreno onde o cultivo irá acontecer, atenção especial deve ser dada aos arredores da lavoura.

Áreas vizinhas sem cultivo, estradas, corredores, represas e canais de captação de água são locais excelentes para a formação de plantas invasoras, que se disseminam, muitas vezes, com a ação dos ventos.

Não podemos pensar que a preocupação com as plantas daninhas resistentes termina após o herbicida ser aplicado.

Pelo contrário: esse é um dos momentos que mais merece atenção, porque é quando comprovamos o efeito positivo ou negativo do método de controle sobre a invasora.

Após a aplicação, deve ser feito o monitoramento constante da lavoura e o estudo da possibilidade de quais outras formas de manejo ainda podem ser adotadas.

Lembra do bônus que prometemos lá no início do texto? Chegou a hora de apresentarmos ele.

Nós já revelamos a importância que áreas limpas exercem no manejo de plantas daninhas resistentes.

O que não falamos ainda é que essa limpeza nem sempre precisa ser feita com o uso de quantidades exageradas de herbicidas.

Os terrenos podem ser preparados de maneira sustentável e utilizando os recursos do próprio meio ambiente.

E é exatamente isso que a Capinadeira Rotativa da Agrimec, a Rotacarp faz. Principalmente para quem trabalha com cultivos orgânicos.

Algumas das vantagens da Rotacarp Agrimec:

♦ Utiliza os recursos da própria terra para o cultivo, sem o uso de agentes químicos;

♦ A planta ao encobrir o solo compete com excelentes vantagens sobre os inços;

♦ Opera em terrenos com declividade acentuada ou em terrenos ondulados sem reduzir seu desempenho, o que confere eficiência no trabalho;

♦ Possui regulagem de profundidade de corte.

Se interessou pelo produto? Então entre em contato conosco e solicite mais informações a um de nossos vendedores.

 

Fontes: Blog Agro BASF (Rotação de culturas no manejo de plantas daninhas); Grupo Cultivar (Daninhas e resistentes); Omnipax Editora (Biologia e manejo de plantas daninhas) e Blog Aegro (Controle de plantas daninhas)