2017 foi um ano complicado para os produtores de arroz do Rio Grande do Sul devido aos altos custos de produção e ao atraso no plantio por conta do clima. Esses fatores fizeram dessa uma das safras mais caras da história.

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Farsul, constatou que a bandeira vermelha na conta da energia elétrica e o forte aumento no preço dos combustíveis são também alguns dos fatores responsáveis pela produção em 2017 ter sido uma das mais altas, comparada ao de três safras anteriores.

O grande volume de chuvas na época de semeadura ainda atrasou o plantio em importantes regiões produtoras. Isso representou uma redução de 8 a 10% na produção total, que representa entre 800 mil e um milhão a menos em relação a anos de condições climáticas normais.

As importações de arroz do Paraguai também trouxeram fragilidade à cadeia, pois possibilitaram a entrada do produto no Brasil por um preço inferior ao custo de produção nacional e abaixo do valor mínimo, que era de 35 reais.

Para 2018, aponta-se uma melhora significativa no mercado internacional, com expectativa de queda na produção mundial, e grandes perspectivas de preço em virtude da menor produtividade em 2017.

 

Fonte: Canal Rural