Um ano promissor para o Grão Dourado

sojaaUma cultura que sempre teve a personalidade para conquistar novos lugares, que em princípio, nem eram em tese para a cultura se adaptar, tornando-se a rainha das commodities. Estamos falando da cultura da soja que surgiu na China e chegou ao Brasil pela Bahia em 1882, por obra do professor Gustavo Dutra, da Escola de Agronomia da Bahia, somando 135 anos desta cultura no Brasil.

A Planta chamada nos meios científicos como Glycine Max, e no cotidiano de Sul a Centro-Oeste, de Matopiba a Sealba, mais conhecida como soja, que já foi “feijão-soja”, quando aportou no Rio Grande do Sul. O grão que chegou desimportante e galgou degraus de hectares até atingir os patamares de milhares de produtores, milhões de hectares, toneladas e bilhões de reais em insumos, exportações.

No início, era mais uma forrageira para o gado e um grão para alimentar os porcos. Mais tarde o Rio Grande do Sul, em rotação com o trigo, começou a se tornar um cultivo agrícola importante, e depois se expandiu pelos demais estados da região sul. E foi ganhando relevância até que, por obra da pesquisa, avançou também na região centro-oeste. Na sequência foi à vez de desbravar o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Oeste da Bahia) e, por fim SEALBA (Sergipe, Alagoas, e Nordeste da Bahia). A soja também tem ganhado espaço nas lavouras do Pará e de Rondônia.

sojaA cadeia da soja está em processo contínuo de evolução. Os desafios que envolvem a oleaginosa trabalham para avançar a sustentabilidade da produção e na competitividade das exportações. Sobre tudo, a soja é uma cultura que envolve Seres Humanos, pois a dimensão que este grão atingiu na agricultura e na economia do Brasil são resultados do empenho de muita gente.

Os mais de 30 milhões de hectares cultivados com a soja de Norte a Sul são testemunhas da trajetória de famílias que se formaram e cresceram em torno desta cultura. Somando gerações inteiras que tiveram na soja um autêntico integrante da família. Alguns dedicaram uma vida inteira (profissional e particular) a essa Oleaginosa, tornando-se verdadeiros “homens da soja”.

Atualmente, a soja movimenta no agronegócio brasileiro, estatísticas impressionantes, como um terço do faturamento da agricultura e um quarto de toda a agropecuária, além de representar 10% de tudo o que Brasil exporta. Essas e outras cifras estratosféricas começam a partir do trabalho de 2015 mil produtores.

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, o ano de 2017 está se propondo a ser interessante, e a perspectiva é relativamente positiva apesar de todos os percalços na economia brasileira e mundial. Para ele a atividade da cadeia da soja tem um comportamento diferenciado em comparação com outras cadeias do agronegócio. Isso porque é uma commodity que depende das cotações internacionais, tanto para a matéria-prima, que é o grão, quanto para os produtos de maior valor agregado, o que é o caso do óleo e do farelo. Outra condição muito importante é que dependemos muito da exportação. Hoje, dois terços da cadeia de soja, são exportados.
soja-dolar-dinheiroA cotação do dólar que é a moeda de exportação vem se mantendo em alta, o que beneficia o produtor que recebe mais pela safra. Surpreendendo muitas vezes os analistas da área econômica. O preço não é um dos melhores da história recente, mas também não é um preço muito ruim. O preço, o câmbio, a organização da cadeia e a dependência forte da exportação nos permitem prever um ano relativamente positivo.

Se o clima ajudar, pode-se prever uma safra acima de 101 milhões de toneladas, o que será um recorde para o Brasil. Ao mesmo tempo, os grandes consumidores como a China, carro chefe das exportações, continuam ampliando suas compras.

 

Fonte: A Granja – janeiro/201047 n° 187 ano 73

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