Fenômeno La Niña e seu impacto para o produtor rural

Ocorrendo com uma frequência de 2 a 7 anos, o fenômeno La Niña está relacionado com a intensificação dos ventos que sopram durante todo o ano nas regiões sub-tropicais. Esse fortalecimento causa anormalidades na temperatura da superfície do mar (TSM) sobre o oceano Pacífico Equatorial Central e Leste, influenciando no regime de chuvas e na temperatura de diversas regiões do globo terrestre, inclusive no Brasil. Quando a média das anormalidades de três meses consecutivos são inferiores a -0,5, configura-se o fenômeno.

As consequências disso são ainda os meses de dezembro, janeiro e fevereiro mais chuvosos no Nordeste no Brasil e mais frios no Sudeste. Em junho, julho e agosto a Região Sul se torna mais seca e as chuvas mais frequentes e intensas no extremo norte da Amazônia e Norte da América do Sul.

Mesmo que nos últimos meses esteja ocorrendo o resfriamento das águas do Oceano, históricos de médias trimestrais de anos em que o fenômeno ocorreu mostram que 2017 não alcançou as médias necessárias para tal acontecimento. Portanto, podemos observar que para se configurar um fenômeno de La Niña precisamos que os próximos cinco trimestres consecutivos estejam com TSM abaixo de -0,5°C.

 

Fonte: Portal Terra