Como NÃO Fazer Taipas Para o Plantio de Arroz.

Uma das fases do plantio direto é o entaipamento do solo, ou seja, a colocação de taipas na região em que o arroz será plantado e irrigado. Essa etapa serve para aplainar a superfície, realizar a calagem (quando ela é necessária) e construir a infraestrutura de irrigação, ou seja, ela serve como base para que esses outros estágios sejam executados.

E é nesse ponto que entra uma questão bastante delicada: apesar de o plantio direto de arroz ser um grande sucesso, existem alguns fatores que podem prejudicar intensamente a sua produtividade, como acontece em qualquer cultura. Nesse caso específico que está sendo abordado, tais fatores negativos são a taipa muito alta e o leiveiro.

As taipas usadas no cultivo do arroz devem ser construídas especialmente para essa finalidade. Isso significa que a base deve ser larga, com aproximadamente 2,8 metros, e a altura deve ser pequena, com cerca de 0,4 metros, não ultrapassando essa medida. O uso de taipas mais altas pode comprometer toda a safra.

 

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Um pesquisador desse assunto explicou que quando é utilizada uma taipa muito alta, com uma cova em cada lado de sua estrutura, cria-se um cenário perfeito para a entrada de pragas na plantação, além da disseminação de ervas daninhas e doenças de forma geral. Além disso, outro problema provocado pela instalação de uma taipa muito alta é que ela compromete a irrigação e esse é outro fator que vai gerar hospedeiros no arroz no ciclo da lavoura ou no período de entressafra.

Os leiveiros, que foram mencionados anteriormente, são os locais em que a taipadeira remove a terra para que as taipas sejam formadas, onde se forma uma cava mais profunda, compactada e com solo pouco produtivo. Para a lavoura em si, o leiveiro não significa nada além de um espaço que vai represar as águas provenientes da irrigação ou de origem pluvial. Por consequência, eles acabam restringindo muito o potencial produtivo daquela região e por isso são considerados também prejudiciais.

E esses dois elementos (taipas altas e leiveiros) são complementares, ou seja, onde há taipas altas demais, é mais fácil se formar o leiveiro e, provavelmente, os resultados da produção do arroz ficarão abaixo das expectativas do produtor.

 

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Como acertar no plantio direto?

Diante disso, o maior segredo para conseguir um bom desempenho no plantio do arroz direto é, em primeiro lugar, investir na formação de uma taipa baixa, de base larga e altura mínima, que não vai gerar leiveiro, ou então um leiveiro pouco profundo, que não chegará a ser prejudicial. Aos produtores de arroz, portanto, o primeiro e mais importante conselho é buscar taipadeiras de qualidade, com medidas ideais para favorecer o cultivo. É um investimento que vale muito a pena.

 

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Inclusive, os profissionais alertam para que a taipadeira seja um auxílio e uma “extensão da lavoura”, jamais um motivo de preocupação. A ideia é otimizar todo o terreno que existe disponível para o plantio, ou seja, cada milímetro deve ser produtivo. Os leiveiros vão totalmente na contramão dessa ideia, e por isso não são bem-vindos.

Além de uma boa taipadeira, também é fundamental que ela seja bem regulada e, de preferência, colocada para operar em baixa velocidade. Via de regra, a composição ideal é com 14 discos e mais um rolo de curvatura suave. Uma taipa com 13 centímetros de altura já é suficiente, na realidade, o ideal. Se for mais alta do que isso, não deve ultrapassar os 40 centímetros, como já foi dito anteriormente, mas se você puder garantir que ela fique entre 10 e 15 cm, certamente terá resultados melhores.

 

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Vantagens agregadas

Quando o sistema de plantio direto irrigado é a opção escolhida, com taipas baixas e ausência de leiveiros, as vantagens são muitas:

– Ganhos em produtividade! O produtor obtém uma grande quantidade de arroz de boa qualidade, porque aproveitou bem todo o espaço e acertou na preparação do solo;

 

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– Os custos necessários para preparar o solo para o plantio direto são muito mais baixos se comparados a outros modelos de produção. Não é necessário usar máquinas e as taipas se encarregam de reter a água necessária para a irrigação. A consequência disso é uma grande economia que aumenta a margem de lucro do produtor;

 – O uso de adubos e corretivos também é menor do que no plantio convencional;

– O meio ambiente também sai beneficiado: estudos apontaram que com o plantio direto ocorre uma fixação de, em média, meia tonelada de carbono por ano. Na prática, isso significa que toda essa quantidade de gás fica retida na terra e não é liberada para a atmosfera, onde se comporta como um poluente.

– Para que o plantio direto do arroz seja um sucesso, é importante usar herbicidas para combater ervas daninhas, ficar atento para manter a camada morta do solo formada pela palha das culturas anteriores.

 

O cuidado especial com as taipas e leiveiros é o cerne que sustenta uma boa produtividade de arroz por irrigação. Portanto, se você trabalha com esse tipo de cultura e acha que pode obter resultados melhores, fique de olho nesses detalhes e pense na possibilidade de utilizar taipadeiras melhores e que sejam mais direcionadas aos seus objetivos. Muitas vezes, alguns poucos centímetros de diferença entre duas taipas é o que diferencia um produtor de sucesso de um que não sabe mais o que fazer com a sua lavoura.

 

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Trate o seu plantio com cuidado e carinho!

 

 

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