Alta no preço do diesel aumenta o custo no campo

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Em Mato Grosso, o reajuste deve provocar um custo adicional milionário.
Os produtores de soja e milho serão os mais atingidos.

Já nas próximas semanas, o consumidor deve sentir o peso no bolso do novo aumento no preço do óleo diesel nas refinarias. O reajuste de 6,1%, anunciado pela Petrobras no início do mês, pode representar uma alta de até R$ 0,12 (centavos) por litro, em média, nos postos.

Em menos de dois meses, esse é o segundo reajuste feito no preço do diesel. Em dezembro,  a petrolífera já havia reajustado o preço do diesel em 9,5% e a gasolina em 8,1%. A justificativa era a continuada elevação dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Além do impacto direto para os motoristas, o combustível mais caro deve ter reflexos também no valor do frete e dos alimentos. Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), atualmente cerca de 60% das cargas são transportadas por caminhões no Brasil. O avanço estimado no custo do frete deve ser de pelo menos 2% com o novo aumento do combustível.

greve-dos-caminhoneiros-2caminhoneiros14247089861424858633O cálculo não leva em conta o custo para transportar a safra, que tende a ficar mais caro, já que os caminhoneiros também reclamam do valor do combustível. O aumento do diesel deve ter reflexo no valor do frete para o consumidor de alimentos já que a representatividade do óleo diesel hoje é muito grande no transporte. Este aumento vai de 45 a 55%, sendo que a meta é de 50% pela falta de infraestrutura das estradas em situação precária, isso tudo vai passar nas empresas de transporte, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte atualmente cerca de 60% das cargas são transportadas por caminhão no Brasil e essas empresas que fazem transportes de grãos e fertilizantes para as cidades de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso tem uma frota de 240 mil caminhões.

Produtores Rurais em Mato Grosso já sentem o impacto da subida do diesel nos custos da soja e do milho. Como é o caso do produtor, José Aparecido Cazzeta que começou o ano esperançoso com a sua lavoura de soja, mas antes mesmo de colocar as máquinas em ação, ele já viu parte do lucro vir por água abaixo, pois além dos encargos de impostos, agora também tem o aumento do óleo Diesel e fica sem saber o que fazer com tantos custos na sua lavoura.

Já que uma colheitadeira considerada de médio porte consome cerca de 300 litros de óleo diesel por dia de serviço. Quando a colheita começar na propriedade do Sr. José serão utilizadas sete máquinas de médio porte. O agricultor já fez as contas do reajuste do biodiesel e já sabe que vai pesar no bolso de dez a vinte mil reais de óleo diesel que poderia ser um lucro da sua propriedade.

O presidente da APROSOJA, Endrigo Dalcin, considera que há outras demandas que terão que ser desemboladas para pagar o consumo do óleo diesel. Mais despesas no momento em que as máquinas estão no campo fazendo a colheita e o plantio da segunda safra, onde o consumo de combustíveis aumenta nas propriedades e isso é muito ruim para a competição e para a rentabilidade das propriedades de Mato Grosso.

Segundo o gestor de projetos IMEA, Paulo Ozaki, o impacto é muito grande quando se analisa a economia de toda a área do Mato Grosso, um impacto de mais ou menos 76 milhões de reais esse impacto vai ser diretamente no bolso do produtor rural, já que este aumento pode atingir toda a sociedade por que a logística é quem paga e quem consome.

Fonte: Jornal da Globo G1 , ZH

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